Post Aleatório . 26-09-2009

SA42 @ Inferno Club

SA42 @ Inferno Club, originally uploaded by luxxx_o_matic. Eu estava lá! Abaixo, um trechinho da minha favorita, Pleasure and Crime: …e hoje ainda tem Grandchaos no Audio Delicatessen, nos vemos lá! Share this:EmailFacebook

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Ciúmes

Categorias: Coisas da minha cabeça

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Postado por Lux em: 02-10-2012

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Pra quem não conhece, a piada é uma versão de “Overly Attached Girlfriend” que, como todo meme, é grudento, infeccioso… Viral.

Publico hoje essa imagem não porque achei a piada divertida, mas sim porque ilustrou de perfeitamente como ciúmes pode ser algo doentio e destrutivo. Ah, já sei… Você está pensando o quão ridícula é a sugestão da moça, que ninguém nunca, jamais, diria algo assim. Eu não tenho tanta certeza!

Depois de viver diversos relacionamentos problemáticos envolvendo caras ciumentos e de nunca entender porque justo eu fui alvo de tantas agressões – físicas e verbais – me tornei bastante intolerante com o assunto. Cara ciumento? Passo longe. E mesmo assim, trombei com vários ao longo da vida.

Não me considero exatamente o tipo de mulher que para o trânsito. Sempre fui meio esquisita, sempre estive acima do meu peso. Porque tanto ciúme? Nunca entendi. O problema é que eu procurava o motivo em mim… Mas a explicação não está nas minhas atitudes, no meu visual… não está em mim de forma alguma! Está nos caras problemáticos que conheci. Minha culpa é somente ter permitido que a história acontecesse, está nos degraus e estágios que percorri junto deles, permitindo primeiro que invadissem um determinado aspecto da minha vida, depois outro, mais outro… E nunca era o suficiente. É uma doença, um poço sem fundo.

O último cara com esse perfil me traumatizou demais – chegou em níveis que considero intoleráveis:

  • Falta de personalidade – da mesma forma que exigia que eu só tivesse olhos para ele, passou a ter também somente para mim. De tal forma, que abandonou os próprios sonhos, segundo ele mesmo, para perseguir os meus. OK, espera-se um match de sonhos, de gostos, de rotinas… Isso é bom, compartilhar é bom. Eu adoro. Mas para compartilhar, cada parte precisa contribuir, não somente participar. Sem isso, não existe um relacionamento saudável, existe?
  • Ciúme doentio – não vou dizer que com esse fulano havia agressão de qualquer tipo – seja física ou verbal. Não fui atacada, insultada… A reação era diferente e na verdade muito pior – qualquer coisa que eu falasse, fizesse ou tivesse a ver comigo, gerava uma reação depressiva no cara, que ficava em loop pensando coisas como que eu já fiz aquilo com outro, que aprendi com outro, que pensei para outro, etc etc etc. Começava em trivialidades como sair para comer uma coxinha na esquina e, é claro, culminava no emocional e no contato físico, em tudo que era íntimo.

Não vou dizer que nunca sinto ciúmes… Mas quando pensamentos ruins e dúvidas surgem, eu combato de várias maneiras:

  • Expresso o que estou sentindo para a pessoa em questão. Não confrontando, mas explicando. Acredite, ninguém lê mentes, se você não falar que ficou inseguro ou descontente com algo, como o outro vai saber?
  • Bloqueio reações vingativas. Pode parecer exagero, mas quase todo mundo se vinga do namorado ou namorada… Seja não atendendo uma ligação porque no dia anterior ele/ela não deu atenção, ou mentindo em pequenas coisas por achar que o outro está ocultando algo… Eu me proíbo a fazer isso. Se não gosto de algo, ou falo, ou tento enxergar aquilo por um ângulo melhor. Não posso mudar minha atitude porque fulano agiu bem ou mal. O erro de um não justifica o do outro.
  • Não peço, não faço, nem aceito concessões. Não aceito que o outro mude por mim e, obviamente, procuro não fazer isso também.
  • Não fico nutrindo pensamentos ruins de uma forma geral. São como monstrinhos, eles te visitam, se você der carinho e comida eles ficarão por perto e crescerão vigorosamente.

Confiar é bom, é uma virtude. Não podemos desconfiar somente pelo medo de que a confiança não seja devida! Desconfiar como prevenção? NÃO!

Falando assim, parece que tenho uma relação incrivelmente equilibrada com o assunto ciúmes. Wow, como sou evoluída!

Rá! Aí é que está a pegadinha. Posso não estar no papel de agresssora, mas certamente estive sempre no papel de vítima. É raro eu tocar no assunto e, quando faço, em geral é com pessoas de quem sou muito íntima. Não é algo que se fala pra qualquer um, certo? Não sei, talvez eu devesse… Quem me vê não imagina que tenho cicatrizes por agressões físicas de um cara ciumento, imagina? Mas tenho e são várias.

E as cicatrizes emocionais, como ficam? Aliás, pergunta errada. Não tem disso de “como ficam”… Elas somente ficam.

Mas quer saber? Hoje, lendo essa piada ridícula, tive um insight. Preciso exorcizar esse fantasma de vez!

Enfim, algumas decisões:

  • Primeiro e mais importante: Não vou mais somente bloquear as pessoas ciumentas da minha vida, mas também parar de agir como uma pessoa que namora com alguém ciumento. Não vou guiar mais nenhuma atitude pelo medo de causar uma reação ruim, de que uma atitude inocente seja o estopim para uma fase de ciúmes, de cobranças, de separação.
  • Não tocar mais nesse assunto, muito menos em em tom de lamentação, como se fosse um carma, um estigma do qual não posso me livrar. Farei questão de esquecer e confundir quais cicatrizes obtive onde, como, quando… Já aprendi a lição, posso parar de repetir o passado dentro da minha mente… Assim, vou assumir que fui um pouco azarada, mas nada mais sério que isso. Passou.
  • Por fim, como etapa necessária mas também consequência: confiar em mim e no outro, me entregar emocionalmente sem medos e sem limites.

Me sinto um pouco burra (emocionalmente, claro) por não ter tido esse insight antes, por ainda ter esses medos. É uma decisão tão simples! Mas burra eu seria mesmo se não desse atenção para isso agora, se tentasse negar a existência do problema. Poderia dizer “antes tarde do que nunca”, mas na verdade agora não é tarde, é o momento certo, o momento perfeito.

Eleições 2012

Categorias: Coisas da minha cabeça

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Postado por Lux em: 01-10-2012

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Como sempre, cá estou declarando oficialmente minhas escolhas para voto. Desta vez, me envergonho um pouco das minhas não escolhas, pois vejo hoje estou somente repetindo a decisão de 4 anos atrás: anular meu voto. Os motivos também permanecem os mesmos. Shame on me:

Post original com as escolhas da última eleição municipal: http://www.hardwired.com.br/lux/index.php/2008/10/scum-of-the-earth/

Fico envergonhada por ver que em 4 anos nada mudou – as opções para votos estão cada vez piores, é um “mato sem cachorro”… Continuo com o título eleitoral registrado em São Bernardo, continuo arrumando desculpas para não prestar mais atenção. Nada cívico da minha parte, eu sei.

Mas enfim, não adianta chorar sobre o leite derramado. Escolher candidatos uma semana antes da data fatídica é que eu não vou. Farei somente uma promessa: pro bem ou pro mal, nas próximas eleições farei uma escolha mais consciente… Farei um esforço para tentar escolher candidatos, para evitar anular meu voto. E se decidir anular novamente, será uma decisão bem mais fundamentada que a deste ano.

Complexidades e Diferenças Psicológicas

Categorias: Coisas da minha cabeça

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Postado por Lux em: 20-09-2012

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Sou bastante avessa e alheia ao assunto religião mas, curiosa como sou, vez em quando leio um pouco sobre o assunto.

Hoje, caí quase que por acidente neste link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_de_Schoenstatt

Trata-se do Movimento Apostólico Internacional de Schoenstatt, um movimento católico mariano (focado em Maria) originado na Alemanha, com a padroeira sendo chamada não por Maria, mas por “Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt“.

Isso, por si só, já é bastante curioso (pra não usar nenhum adjetivo condenável ou perturbador), mas o que mais me chamou a atenção foi isso:

Schoenstatt encontra também vitalidade nos jovens que, dadas as complexidades e as diferenças psicológicas entre os rapazes e as moças, se reúnem em dois ramos distintos: Juventude Feminina e Juventude Masculina de Schoenstatt.

Rá rá rá.

Não seria mais fácil dizer que a intenção é manter os jovens VIRGENS (ou seria puros?) até uma determinada idade? Pra que inventar isso de “complexidades e diferenças psicológicas”?

Enfim, não me pareceu ser das piores religiões, mas mesmo assim, manterei distância. Não tanto quanto gostaria, pois descobri que há uma igreja dessas perto de casa (foi o que me motivou a pesquisar o assunto). De qualquer forma, não é porque fica perto que preciso entrar nela, certo?

Menor custo anual para celular pré pago – comparação do valor e validade de créditos / recarga

Categorias: Nerdices

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Postado por Lux em: 18-09-2012

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Tenho um celular pessoal para o qual hoje dou pouquíssimo uso. Assim, pensei em migrar minha atual linha pós paga da Claro, para a melhor oferta de celular pré pago, considerando que na prática eu NÃO uso este celular. Quero pagar o mínimo possível para manter o número ativo, e poder receber ligações/mensagens.

Segue minha conclusão:

+ Melhor opção: Vivo, em verde abaixo. Custo anual ~ R$ 74,00.
+ Segunda colocada: Claro, em azul abaixo. Custo anual ~R$ 104,00.
+ Terceiros colocados: Claro e TIM, em amarelo abaixo. Custo anual ~R$ 108,00.

Operadora Valor da recarga Validade Recargas por ano Custo anual
 TIM R$ 13,00  30 dias 12.2 R$ 158,60
 TIM R$ 18,00 60 dias 6 R$ 108,00
 TIM R$ 27,00 90 dias 4.1 R$ 110,70
 TIM R$ 35,00 90 dias 4.1 R$ 143,50
 TIM R$ 50,00 180 dias 2 R$ 100,00
 TIM R$ 100,00 180 dias 2 R$ 200,00
 Claro  R$ 3,00 5 dias 73 R$ 219,00
 Claro  R$ 7,00 10 dias  36,5 R$ 255,50
 Claro R$ 12,00 30 dias 12.2 R$ 146,40
 Claro R$ 17,00 60 dias 6.1 R$ 103,70
 Claro R$ 22,00 75 dias  4,9 R$ 107,80
 Claro  R$ 30,00 90 dias 4.1 R$ 123,00
 Claro  R$ 50,00 120 dias 3 R$ 150,00
 Claro  R$ 100,00 180 dias 2 R$ 200,00
 Claro  R$ 150,00 300 dias 1,22 R$ 183,00
 Vivo R$ 3,00  7 dias 52,1 R$ 156,30
 Vivo R$ 8,00 10 dias 36,5 R$ 292,00
 Vivo R$ 12,00 30 dias 12.2 R$ 146,40
 Vivo R$ 18,00 90 dias 4.1 R$ 73,80
 Vivo R$ 25,00 35 dias 10,4 R$ 260,00
 Vivo R$ 35,00 60 dias 6.1 R$ 213,50
 Vivo R$ 60,00 120 dias 3 R$ 180,00
 Vivo R$ 100,00 180 dias 2 R$ 200,00
 Oi  R$ 1,00 3 dias 121,7 R$ 121,70
 Oi  R$ 5,00 10 dias 36,5 R$ 182,50
 Oi  R$ 10,00 30 dias 12.2 R$ 122,00
 Oi  R$ 20,00 45 dias 8.1 R$ 162,00
 Oi R$ 30,00 90 dias 4.1 R$ 123,00
 Oi  R$ 60,00 150 dias 2.43 R$ 145,80
 Oi  R$ 100,00 180 dias 2 R$ 200,00

Considerando que só quero receber ligações, posso adicionar mais um fator a essa fórmula: o prazo em que a linha será bloqueada para receber ligações, conforme regras da Anatel, que é de 30 dias. No cálculo, vou usar 29 dias pois não quero que chegue ao momento do bloqueio:

Operadora Valor da recarga Validade Recargas por ano Custo anual
 TIM R$ 18,00 60+29 dias 4.1 R$ 73,80
 TIM R$ 27,00 90+29 dias 3.1 R$ 82,80
 Claro R$ 17,00 60+29 dias 4.1 R$ 69,72
 Claro R$ 22,00 75+29 dias 3.5 R$ 77,21
 Vivo R$ 18,00 90+29 dias 3.1 R$ 55,21

Uma alternativa levemente “mais sacana”, porém ao mer ver perfeitamente válida, seria:

Operadora Valor da recarga Validade Recargas por ano Custo anual
 Claro  R$ 3,00 5+29 dias 10,7 R$ 32,20
 Oi  R$ 1,00 3+29 dias 11,4 R$ 11,40

No meu caso, ainda tenho um fator a considerar: meu outro celular, que é o que realmente uso no dia-a-dia, é Claro. Como é da empresa, não posso influenciar na troca de operadora. O que importa para mim neste momento: meu celular pessoal, o tal que quero mudar para pré-pago, está configurado com Siga-me – todas as ligações que caem neste número, são automaticamente encaminhadas para que eu atenda no outro número/aparelho. Com as duas linhas sendo da Claro, a funcionalidade de BINA fica ativa – consigo ver o número de quem está ligando. Caso isso envolvesse uma linha de outra operadora, eu veria sempre “número privado”.

Pode ter certeza que não pagarei R$ 100,00 a mais por ano, somente para ter acesso aos números de quem me liga. Mas talvez R$ 30,00 eu pague…

O que me leva a definir os seguintes próximos passos:

+ Ligar na Oi e perguntar se realmente demora 30 dias para bloquear o recebimento de ligações, após o vencimento de uma recarga de R$ 1,00.
+ Caso isso seja verdade e eu não precise brigar no Procon para fazer valer a regra, este será o plano contratado.
+ Caso haja algum problema quanto a isso, ligarei na claro e farei a mesma pergunta – ao vencer a recarga de R$ 17,00, demora 30 dias para bloquear o recebimento de ligações?
+ Caso sim, contratarei este plano. Caso não, escolherei entre o plano da Vivo, com recarga de R$ 18, ou o da Claro mesmo, com R$ 17,00

Bola fora da Apple: Atualização para o Mac OS X Mountain Lion = UM LIXO

Categorias: Nerdices

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Postado por Lux em: 04-09-2012

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Tenho um Macbook Air de penúltima geração, com o maior SSD disponível e tudo mais. Teoricamente tendo um “avião desses”, devo ter uma “experiência top”, extremamente agradável, certo?

Não.

…estava com o patch para atualizar do Mac OS X Lion para o Mac OS X Mountain Lion aqui em standby, aguardando passar um deadline importante (que aconteceu ontem) – não é boa ideia atualizar seu OS quando você tem entregas importantes a fazer, certo?

A atualização em si, apesar de demorar cerca de 30 minutos, foi extremamente suave.

O resultado dela, nem tanto:

  • desconfigurou todos os ícones e personalizações que fiz (pode parecer algo bobo, mas gastei tempo personalizando)
  • só reconhece minha Wacom Intuos4 quando tiro e coloco o cabo de novo (antes a atualização o problema não ocorria)
  • quando fui reaplicar wallpapers personalizados, já achei um bug. A janela de customização só aparece se você seleciona o menu duas vezes
  • Ao mudar o Dock de posição, notei um glitch curioso, pra ir da esquerda pra baixo, ele faz um “step” na esquerda do monitor adicional. Bug inofensivo, mas ainda assim… produto mal acabado
  • e a parte que REALMENTE me estressou (profundamente): Meu VirtualBox não abria mais! Ok, como o alerta me dizia que “esta versão é incompatível com o OS”, baixei a nova versão e tentei instalar… Mas a instalação falhava em 100% dos casos! Poxa, pensar em perder tudo que tenho no VirtualBox me deixou bastante irritada. Procurando na web, vi que isso está acontecendo sistematicamente tanto com o VitualBox, como com VMware…

Primeira tentativa de abrir o VirtualBox, com o OS X recém instalado.

As tentativas de fazer upgrade falharam 100% das vezes.

…e a partir deste ponto, só restava o medo de ter perdido todos os dados das máquinas virtuais.

O mais incrível, é que NADA ESTAVA ERRADO!

Com mais um reboot, o VB abriu corretamente na nova versão (foi instalado corretamente)… Nem mesmo perdi o “saved state” da VM que estava aberta antes do update…

Isso me faz pensar:

  • quantos usuários será que desistiram no meio do processo? Se desistiram, talvez não precisem tanto de máquinas virtuais… Mas é essa uma estratégia deliberada da Apple para diminuir a quantidade de usuários que instalam Windows ou Linux dentro de seus Macs (como eu)?
  • quantos outros não “zeraram” suas VMs, an expectativa de conseguir fazer funcionar com uma instalação limpa, e perderam todos os dados das máquinas virtuais?
  • porque a Apple INSISTE em NÃO dar o mesmo carinho e esmero que dão pros seus programas, pra itens de conectividade e compatibilidade, IGNORANDO que existem outras coisas no horizonte além do que eles fabricam?

A VERDADE É SÓ UMA:
Se você quer ter uma experiência ótima usando Mac, jogue fora tudo que você tem que não seja fabricado pela Apple. Isso inclui HDs Externos, Smartphones, Tables e PCs/Notebooks. No meu caso, apesar de ter também um iPhone, conecto diariamente todos os itens não-Apple acima. E sofro todos os dias, com HDs ExFat corrompidos, iTunes alterando a biblioteca do meu iPhone sem ser solicitado… e coisas assim.

Isso cansa.

A experiência toda é um lixo.

Detran SP fazendo caca

Categorias: Coisas da minha cabeça

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Postado por Lux em: 17-08-2012

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Recebi uma carta em minha residência, informando que preciso renovar minha CNH este mês. Palmas para o Detran – se ele não me alertasse, certamente deixaria minha carta vencer, por não prestar atenção ao vencimento… Na carta, informam um novo procedimento para a renovação: entrar no portal https://interior.e-cnhsp.sp.gov.br, selecionar “Renovação”, e seguir o procedimento.

Pois bem, assim o fiz. Problemas:

  • o formulário acusa problema no preenchimento de campos, mas não diz em quais
  • você escolhe o dia do agendamento, mas não a hora… Eu tenho liberdade de horários no trabalho, mas temos de concordar que poucas pessoas têm…
  • o protocolo de atendimento traz o NOME da unidade onde você agendou, mas não o endereço
  • custava colocar um telefone para contato no protocolo (já que existe o Disque Detran)?
  • em nenhum local é citado o valor de taxas que terei de pagar. Suponho que haja um valor para a renovação em si, e ao menos mais um custo, de exame médico

E aí Detrans e Ciretrans do nosso querido país: querem modernizar o processo, mas se recusam a PENSAR um pouco em usabilidade, em acessibilidade, em transparência de informações?

Em alguns casos, os processos em departamentos públicos são claramente obscuros para facilitar a corrupção (rá, frase bizarra essa que escrevi hehe). Mas aqui, parece simplesmente um resultado de processos e pessoas BURRAS, sem vontade alguma de criar sistemas que realmente funcionam e facilitam a vida das pessoas.

Parabéns… Vocês conseguiram. O sistema funciona, burro, tapando o sol com a peneira.

Fico pensando: será que esse sistema foi “a evolução super ninja highlander mega blaster” do processo? Quem é o autor da obra de arte, o SERPRO? Blé, chega. Só terei de pensar nisso de novo na próxima renovação.

Literatura erótica

Categorias: Coisas da minha cabeça

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Postado por Lux em: 16-08-2012

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“Foi então que o ladrão encostou em meu corpo, me prensou na parede e na hora que eu fui gritar louca em Cristo ele beijou a minha boca. Senti um choque em meu corpo todo, como se estivesse sendo eletroputada. Tudo ficou escuro, foi então que eu desmaiei….”

Cleycianne, escrevendo um clássico quase pior que 50 Shades of Grey.

Perfume

Categorias: Coisas da minha cabeça

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Postado por Lux em: 01-08-2012

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Já li muito sobre como as papilas gustativas perdem a sensibilidade ao longo da vida, e desta forma passamos a tolerar e até gostar de sabores que, quando crianças, achávamos abomináveis. Nosso paladar muda, e isso é cientificamente comprovado. Mas e o olfato… Muda também?

Suponho que sim, mas não tenho qualquer embasamento científico que possa atestar isso… O que tenho, é minha experiência pessoal: alguns perfumes que, antigamente, achava maravilhosos, hoje não passam de cheiros toleráveis… O que aconteceu?

A primeira má experiência, foi com o primeiro perfume pelo qual me apaixonei:

Samsara, de Guerlain – Floral oriental, com notas de jasmim, sândalo, rosa, narciso e baunilha.

Comecei a usar ainda quando adolescente, e depois de alguns anos comecei a achar enjoativo demais. Gostoso sim, mas não encontrava nunca uma boa hora para usar – nem de noite, nem no inverno. Ficou para trás.

Depois de algum tempo, me apaixonei pelo Dolce e Gabbana que, depois de um certo tempo de uso, comecei a achar que tem cheiro de sabão.

Dolce e Gabbana – Flor de laranjeira, hera, jasmim, baunilha e sândalo.

A decepção mais recente, foi o (até então) incrível Presence D’une Femme, que eu amei profundamente por uns bons anos. Quando o vidro estava chegando ao final, fiquei com uma sensação de que o perfume havia estragado – afinal realmente perfumes podem estragar, não são eternos como pensamos. Imaginei ter deixado ele muito exposto à luz, ou quem sabe ter comprado um falsificado… E deixei estar. Até ontem, quando fui comprar um novo perfume, e testei novamente o Presence… E não fiquei feliz!

Presence D’une Femme – Mont Blanc – Floral oriental, com notas de folhas de pêssego, pimenta, tangerina, orquídea, sândalo, flor de baunilha, madeira de Palisander e patchouli.

Ok, não estava tão ruim quanto aquele meu vidro antigo… Mas não foi mais aquela sensação incrível que tinha antigamente. Meu olfato mudou!? Fiquei chateada, esperava uma sensação deliciosa, e foi somente “mais ou menos”… Ainda pretendo, mais para frente, testar esse perfume de novo, pois realmente gostava demais dele. Mas, enquanto o teste não for feliz, não arriscarei comprar um novo vidro.

Perfume custa caro, deve ser usado com parcimônia e deve deixar a gente 100% feliz no uso, não 90% ou menos.

Eu adoro perfumes, sou exigente mas sem frescuras… E não acho que preciso fazer mistério sobre o que gosto/uso (como a maioria das pessoas). Em algum momento farei uma lista completa de todos os perfumes que ficaram pra trás – só não fiz isso agora, pois muitos não foram assim tão marcantes, não me cativaram apaixonadamente… Então não vejo problema em deixá-los no passado (como Laguna, Poison e alguns outros).

Minhas preferências atuais:

  • J’adore, Dior - Mandarim, hera, violeta, rosa, damasco, amora silvestre e almíscar.
  • Femme, Mont Blanc - Possui notas de cabeça de cardamomo, bergamota, canela e abacaxi. As notas de coração são compostas de jasmim fresco, flor-de-maio, flor de laranjeira e flor da Turquia. As notas de fundo são compostas de sândalo, patchouli, baunilha, framboesa, pêssego, cacau, âmbar e musgo.
  • Deep Red, Hugo Boss - Floral frutal, com notas de pêra, cassis, freesia, madeira de cedro, almíscar e baunilha.
  • Omnia, Bvlgari - Mandarin, Saffron, Masala Tea & White Chocolate – infelizmente não vende no Brasil, por isso estou sem poder usar… Tentei comprar um outro da mesma linha, e não fiquei feliz : ( Agora tenho medo de mandar importar, e me decepcionar como aconteceu com o Presence D’une Femme. Ai ai.

A verdade é que somente agora (ao redigir esse post), parei pra notar que eu gosto mesmo de perfumes com padrão floral oriental… Esse gosto persiste! Aparentemente o que mudou é que agora tem mais frutas na combinação… Assim, volto a ficar em dúvida: será que meu olfato mudou, ou só enjoei dos perfumes que usava antigamente?

Não sei!

Pensando em voz alta

Categorias: Coisas da minha cabeça

Postado por Lux em: 25-07-2012

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Desculpe-me leitor, seja lá quem você for, mas não estou interessada em você. Este blog, as vezes, serve somente para eu lembrar futuramente dos meus momentos de vida, das conclusões e reflexões que tenho… Então hoje faço esse post para registrar um pensamento, uma reflexão. Faço publicamente, pois gosto de pensar em voz alta.

Enfim, vamos lá:

Foram pouquíssimas as vezes na minha vida em que procurei ativamente por alguém novo, querendo me apaixonar. Na minha vida, em geral as pessoas aparecem espontaneamente, “pipocam do nada”. Mas em alguns momentos, nos sentimos tão desencantados com as pessoas que estão ao nosso redor, que é um alívio poder usar ferramentas para conhecer novas pessoas, como sites de relacionamentos, chats, etc., simplesmente porque, desta forma, você sabe que está indo além do horizonte que frequentou nos últimos tempos, está invadindo gramas mais verdes de locais não explorados… Há uma possibilidade de aparecer alguém realmente novo, sem os problemas que marcaram as fases anteriores da nossa vida… Afinal, você está navegando por mares novos, saindo do seu próprio círculo de amizades. Ufa, agora tudo vai mudar. Essa deveria ser a sensação, é assim que deveria ser.

A verdade é que a busca por novas pessoas, seja online ou offline, é bem mais dura do que se pode imaginar. Não, as pessoas “desconhecidas” e “sem referências de amigos” não são mais legais, mais íntegras, mais interessantes… Não são mais nada, além de somente mais desconhecidas mesmo! Exceto em primeiros momentos de encantamento (que podem até durar meses), não fica na boca um gosto de algo fresco, renovado, e sim um gosto amargo de “já vi isso antes”, “vai me dar trabalho”, “não vai dar certo”… Mas isso vem junto com um pensamento de que talvez a gente deva tolerar, afinal estamos ainda só conhecendo a pessoa, melhor não julgar. Claro, podemos começar de um ponto muito mais avançado, se a busca é online… Fazendo um “pre match” de gostos, hobbies, hábitos… Realmente dá para achar pessoas com gostos bem interessantes, não nego isso. Então intelectualmente, pode ser bastante estimulante…

A questão é mais complicada do que parece ser: gostos e cultura parecidos não fazem, de forma alguma, você combinar com a pessoa. É preciso combinar muito mais: momento de vida, princípios, valores, frustrações, desejos, energia, jeito de sentir as coisas, pessoas e o mundo… São coisas muito profundas e, ao mesmo tempo, sutis. Descobrir se existe compatibilidade nesses níveis só é possível com tempo, com convivência… Esperamos que se alguém tem gostos parecidos, tenha vivido coisas parecidas e tenha reflexões também similares sobre a vida, anseios parecidos. Mas isso é verdade?

Não, nem de longe.

Quando buscamos alguém, principalmente online, tentamos “filtrar” muito bem antes de conhecer pessoalmente… E mesmo depois que conhecemos, precisamos impor limites e um ritmo diferente, afinal não confiamos na pessoa, nem sabemos bem de onde ela veio… “Veio da internet”, pode até ser o maníaco do parque. E se a pessoa só quer sexo? Ou no mínimo pode ser alguém problemático, como posso confiar? Como posso me entregar? E de “corpo e alma”, ainda por cima?

Então é preciso fazer um checklist totalmente evil e injusto antes de permitir que alguém comece a mexer com nossos sentimentos e desejos mais profundos:

  • Gostos parecidos? OK
  • Cultura / nível intelectual parecido? OK
  • Fisicamente atrativo? OK
  • Valores parecidos? OK
  • Princípios? OK
  • Jeito de encarar a vida: OK
  • Não fumante: OK
  • Visões de futuro: OK
  • Caráter: OK
  • Gosta de bichos: OK
  • etc.
  • etc.
  • etc.

…peraí… É sério que consigo validar isso tudo de verdade ANTES de conhecer alguém? Além disso, coloquei os itens em uma ordem intencional, misturando trivialidades de hábitos e gostos com coisas mais importantes… Pra mostrar como é ridículo, é um checklist, mesmo que exista um longo formulário, um longo texto descrevendo cada tópico, no final de contas o que importa é: BATE? COMBINA? Sim ou Não. É isso que tentamos responder para cada um dos tópicos.

Muitas vezes não conseguimos responder a esse checklist nem mesmo depois de conhecer alguém por meses e meses… Mas online… é melhor validar o máximo de coisas possíveis antes de encontrar, certo? Até porque a expectativa ao encontrar pessoalmente alguém que combina muito intelectualmente, seria a de seguir direto para uma paixão maluca, então é preciso cautelosamente validar isso antes de seguir pro amor eterno: A mente quer loucamente, então o corpo há de querer loucamente também… E paixão + compatibilidade intelectual = vai virar amor. Não?!

Pois é… Não. Não é tão simples assim.

Sim, você pode combinar intelectualmente. E sim, você pode curtir a pessoa fisicamente. Isso tudo pode resultar em uma série de encontros fenomenais… Mas isso basta? É uma fórmula de sucesso, que vai dar certo “lá na frente”?

Sabe aquilo de que não existe príncipe encantado? Que não existe nada perfeito? Isso é um censo comum, certo? Então pensa comigo: você entra em um site e “pede” por um monte de coisas que gosta, das mais triviais até as mais profundas. Check, check, check, está aprovado, então encontra pessoalmente. Qual a expectativa que você criou durante todo o processo? Sendo bem sincera, existem duas possibilidades:

1) A pessoa não passou em todos os requisitos, mas você aceitou encontrar mesmo assim porque está desesperado(a). Como a margem de erro é enorme, melhor iniciar vários contatos, com várias pessoas e, se possível, conhecer várias delas pessoalmente. Uma hora aparecerá uma melhorzinha, que poderá ser escolhida como “a tal”. Você deixará de estar sozinho(a).

2) A pessoa passou em todos os requisitos e a partir de agora você vai encará-la oficialmente como seu príncipe encantado. Afinal, é bom demais pra ser verdade, melhor mergulhar de cabeça, agarrar com unhas e dentes. Agora vou ser feliz. Isso parece algo equilibrado e saudável?

Existem falhas em todas as fases desse processo. E olha que, como Gerente de Projetos, entendo bem de processos e de falhas. Primeiro, o formulário é preenchido errado… Não porque as pessoas mentem descaradamente, mas porque elas fantasiam e idealizam as respostas. É raro ver alguém realmente sincero! Depois, porque quem lê as respostas também fantasia e idealiza… Acha que entendeu o conteúdo do livro todo só por ler a capa… Compara com suas próprias experiências pessoais e acredita que a pessoa chegou àquelas respostas através das mesmas experiências… Enfim, distorcemos uma verdade que, em sua essência, já era uma mentira antes de ser lida. Pra continuar, queremos tanto acreditar naquilo tudo que, quando conhecemos pessoalmente, esperamos uma explosão de paixão maluca, algo que faça jus e tire o gosto ruim que ficou na boca com todos os nossos relacionamentos anteriores… Afinal, agora estamos conhecendo alguém que realmente combina conosco. Nosso príncipe encantado. Não?

Pois é… Não de novo.

Onde eu quero chegar: na internet tem tanta gente que, obviamente, você precisa fazer filtros para começar a conversar com alguém, ainda mais para marcar um encontro. Mas filtrar é igual a eliminar pessoas com um critério fechado, com um “achismo”… Então sim, aquele que te parece melhor em um perfil de site, pode ser o pior… E aquele que não conseguiu escolher as palavras certas ao falar de si no perfil, ou foi infeliz na hora de tirar a foto, pode combinar absolutamente com você. É um processo cruel e cheio de erros. Começa assim, e continua assim durante todo o tempo… Com filtros, cortes, julgamentos. É uma loja onde você vai escolhendo os produtos – adorou o rótulo e começou a ler as informações nutricionais. Éca, você usa esse adoçante na fórmula? MEDO! Vou devolver a-g-o-r-a para a prateleira. Ou não, gostou de tudo e experimentou… Mas achou o gosto muito doce… Muito amargo… Muito algo. Ou quer experimentar outros, pois foi gostoso, mas nada assim tão emocionante que te faça esquecer dos outros potes disponíveis na prateleira… Só que são pessoas, não produtos!

Acho que ficamos muito cruéis, seletivos, até mesmo frios… Cansamos de escolher, de rejeitar… Cansamos de ser escolhidos, de ser rejeitados… E ao começar uma nova conversa, cansamos de dizer as mesmas coisas, de perguntar as mesmas coisas… É uma dança social, virtual, mas ainda preformatada… Quantas vezes uma conversa já chegou na pergunta “Me fala como você é?”. Ou começou assim?! Pergunta cretina, com objetivo cretino e resposta cretina.

Da mesma forma que você elimina pessoas do seu leque de opções, durante todas as fases do processo, pessoas eliminam você. E isso não acontece de forma justa, nem tampouco a rejeição/exclusão vem com uma carta explicando os motivos da demissão por justa causa. De repente a pessoa só acordou pensando “poxa, estou falando com muitas pessoas ao mesmo tempo… Hoje vou fazer “uma rapa”, e deixar só no máximo 3″. E nessa, você roda. Ou sua resposta fica pra amanhã, pra depois… E acaba nunca acontecendo. Morre na praia.

Não é mais fácil achar alguém que combine perfeitamente com a gente na internet, do que é no mundo real. A questão facilitadora é que você consegue fazer várias tentativas simultâneas (no mundo real é bem mais difícil, mas é possível também), e consegue fazer interrogatórios e preencher formulários, checklists, ver fotos, etc etc etc… Tudo para evitar seguir adiante com alguém muito incompatível. Essa parte não acho ruim, mas como um exercício, tópicos que virem assunto para longas conversas, e não para usar como um filtro em si – respondeu sim passou, respondeu não foi cortado.

Minha dificuldade com esse processo todo é só uma: sou muito monogâmica. Não consigo dar atenção para várias pessoas ao mesmo tempo – mesmo que sejam somente conversas bem preliminares, isso me consome, me mata. Até tentei, mas logo reconheci que não há como agir diferente – preciso dedicar minha atenção a uma pessoa por vez, mesmo que seja alguém por quem não tenho sentimento algum ainda. Então comecei essa saga toda assim: foco em um… até esse um sumir. Foco em outro… até esse outro sumir. Em alguns casos, eu que parei com o contato. E assim por diante, por muito tempo… Até finalmente chegar a conclusão que bom… Sou chata demais, difícil demais, complicada demais, exigente demais… Sou sempre a 4a opção, exceto para aqueles que EU não quero. Sou aquela que não vale a pena insistir. Todas são mais viáveis e interessantes que eu (posso continuar “engrossando” a lista aqui). Esse processo é vil, extremamente destrutivo… E ninguém diz isso pra você antecipadamente! Não ache que eu realmente penso que não tenho valor – ao contrário! Mas depois de meses nesse esquema, eu não tinha mais autoestima alguma.

Se as pessoas somem durante as conversas, antes mesmo de acontecer um primeiro encontro… Devo mesmo ser um bicho muito estranho, não é? Isso me deixou chateada, desencantada, cansada, deprimida… E em algum ponto, foi mais forte que eu. Desisti.

Veja bem, não desisti de buscar alguém. Desisti de acreditar que encontraria alguém que valia a pena, que poderia amar  - e isso é bem diferente de dizer que desisti de encontrar o amor – até porque pra mim, amor é algo que se constrói ao longo do tempo, não algo que você “acha” por aí. O que “achamos” são pessoas que valem ou não a pena, oportunidades, possibilidades. E pois bem, eu não estava encontrando ninguém que valesse a pena – ninguém que achasse também que eu valia a pena. Essa foi a parte mais frustrante.

Ao desistir, cheguei a conclusão que, por mais que as pessoas passem o dia inteiro postando frases lindas e profundas na internet (ou dizendo lindas coisas em seus círculos sociais), na prática ignoram ou destroem o que há de verdadeiramente bom ao seu redor. As pessoas não valem a pena. Você não vale a pena. Então vamos corrigir aquele checklist lá de cima? Que tal as perguntas e premissas que as pessoas realmente procuram?

  • Procuro alguém sincero, mas que não pode ser sincero o suficiente pra incomodar, criticar… Inclusive, certos assuntos são proibidos, não aceito que duvide de mim neste ponto (seja lá qual ponto for, que mexa com honra, integridade, valores).
  • Quero alguém atencioso, mas que não me sufoque. Afinal atenção demais é coisa de gente problemática, carente. Se sufoca eu não te quero, mas se não me sufocar de atenção, duvidarei do seu amor.
  • Precisa ser independente (afinal, não vou te sustentar nem aguento gente grudenta), mas se eu sumir da sua vida, mostre que me ama se suicidando, mesmo que somente virtualmente, por exemplo no Facebook. Na verdade, você terá de ser dependente de mim até o último fio de cabelo, sem mim você pára de respirar.
  • Quero que você dê carinho… Mas nunca direi quando quero receber, afinal você precisa estar em sintonia comigo, precisa “saber” o que eu quero. Amor é isso, ler a mente do outro.
  • Também quero alguém culto, mas que não pode me fazer sentir burra. Afinal, meu ego é mais importante que qualquer conhecimento novo que eu possa ter.
  • Não aceito ciúmes e não sou ciumenta. Desde que você delete todas as suas amigas da sua vida, e que nunca mencione nada que aconteceu com você no passado. E se fizer isso, qualquer reação ruim que eu tenha, será culpa sua. Afinal, desde que nos conhecemos, o seu passado precisa deixar instantaneamente de existir. Outras pessoas também não existem, só eu sou importante.
  • Meus hábitos e manias são sagrados, mas os seus não. Está implícito que você fará sacrifícios na sua vida para se adequar à minha, isso é prova de amor. E já que você vai se adequar aos meus hábitos, não será preciso eu me adaptar aos seus, já que você não terá mais nenhum hábito diferente do meu depois que provar seu amor para mim.
  • Fisicamente, preciso de alguém cujo objetivo de vida seja me satisfazer. Mas precisa atingir o climax do próprio prazer ao fazer isso, afinal me dar prazer deve ser o prazer máximo da sua vida. E se não aguentar o batente, é prova de que não me ama mais. Claro que durante esse processo todo, não vou dar dicas nem dizer o que realmente gosto, pois a graça é você desvendar meus mistérios, “sacar” o que eu quero. Como já disse acima, casais em sintonia fazem isso, lêem mente.
  • Trate de se cuidar e ser um gostosão, mas não muito. Tem uma dose certa. O lance é que independente do que eu acho, você precisa ter uma aparência compatível com o que minha família e amigos esperam, do contrário vou me sentir uma fracassada.
  • E quero que você mude por mim. Não sei o que, nem quando… Nem estou dizendo que há algo errado em você. Só que essa é a maior prova de amor que existe: alguém que abdica de algo que gosta muito, que muda de hábitos, só pelo amor de outra pessoa. Certamente vou querer uma prova de amor desse tipo, vá anotando.
  • E por fim, declare-se para mim antes de eu me declarar para você. Não sou trouxa de te amar antes que você me ame.

Ah, vou parar por aqui pois já deu pra entender bem… e isso sem nem entrar em coisas polêmicas, como dinheiro e religião!

Querer e precisar são coisas bem diferentes. Esse é o problema de 90% das pessoas que vemos por aí. Por exemplo, eu posso dizer que quero ser independente… mas preciso de atenção, tenho uma carência emocional… Ou posso realmente ser independente, mas mesmo assim querer atenção, não por precisar, mas por saber que é algo bom e que não fere a minha independência gostar de estar com alguém. São formas muito diferentes de lidar com as mesmas coisas.

Sem esquecer que tudo isso passa por aquela questão da vulnerabilidade.  Se não viu o vídeo ainda, clique aqui e veja.

Tá bom, ok… Vou concluir algo!

Isso, de buscar ativamente por alguém novo, aconteceu somente duas vezes na minha vida – uma no início do século (nossa, que incrível poder falar assim!), e outra a partir do meio do ano passado. Ambas as experiências foram ruins e traumatizantes! Achar alguém legal online pode sim acontecer (já aconteceu comigo e com amigos(s) em outras situações), mas funciona melhor quando você está sem muitas expectativas na mente, quando não está filtrando tanto as pessoas com quem fala… Enfim, quando está conhecendo pessoas, não filtrando pessoas. Faz toda a diferença ser surpreendido ao descobrir uma atitude legal de alguém, sem antes ter lido num formulário “em casos assim, reajo desta forma”. É legal descobrir coisas ao longo do tempo… A busca com processos fechados elimina boa parte disso, tira parte da graça ao mesmo tempo que cria expectativas altíssimas quanto aos gostos, valores e atitudes do outro. É um processo muito extenuante.

Então não, se você deseja mesmo conhecer alguém especial, se está magoado(a) e quer dar uma nova chance pro amor (ou suas instâncias mais simples, não precisa ir direto pra algo tão sério), eu não recomendo o cadastro em sites de encontros. Não recomendo mesmo!

E ao mesmo tempo que não recomendo, depois de tantos trancos e solavancos, acredito que achei, em um desses meandros, alguém especial e que faz toda essa fase (e até algumas outras) valer a pena.

E aí, como faz? Site de relacionamento presta? Uso ou não?

Desculpe pela sinceridade, mas o problema é seu. Se decidir tentar, desejo boa sorte!

…e a inspiração para fazer esse desabafo surgiu de uma conversa com um amigo de longa data, a quem estava tentando convencer que, mesmo havendo um percurso cheio de trovoadas, em algum momento pode haver uma reviravolta e, sem muito prévio aviso, tudo pode dar certo. Existem sim pessoas que valem a pena por aí… A questão é que chegar até essas pessoas legais não tem uma fórmula – elas estão escondidas em suas tocas, muito bem camufladas. Você pode tropeçar em uma delas e nem notar – isso acontece todos os dias, na rua, no ônibus, e também em sites de relacionamento online. Abra a mente e preste atenção. 

Ficção versus Realidade

Categorias: Coisas da minha cabeça

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Postado por Lux em: 21-06-2012

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Costumo tentar convencer as pessoas de que certas inverdades são, de fato, a versão correta dos fatos… Mas que pela similaridade anormal com a versão mais usual, o correto parece exageradamente incorreto:

  • Asterístico: sim, ele existe. É o asterisco, porém com um traço extra;
  • Largato: esse é o nome correto do corte de carte bovina. Todos sabem que lagarto é um réptil, e realmente a palavra “largato” soa muito estranho… Mas é o nome correto. Costumam corrigir  achando que é um erro, como  mortandela x mortadela e mendigo x mendingo;
  • Como já dizia o Ignácio de Loyola Brandão, problema e pobrema são coisas diferentes, com significados diversos, assim como acontece com as diversas formas de escrever “porquê”;

Espero conseguir perpetuar esta explicação ao longo dos anos.

Post inspirado após ouvir de um amigo que “Jogo FPS” é “Frames per Second”, e não “First Person Shooter”. Até pensei em incluir na lista acima, mas meu cérebro doeu muito ao tentar.