
Amigas antigas, provavelmente eternas:Taís, eu e Elys
Nunca fui muito chegada em andar com turmas grandes. De alguma forma cresci imune à necessidade que a maioria das pessoas têm de se sentirem aceitas, adoradas por muitos, de se sentirem sempre em movimento. Fico muito bem saindo sozinha, mergulhando nos meus próprios pensamentos, fazendo coisas que gosto sem precisar de companhia – seja curtir uma balada, fazer uma viagem, descobrir um novo hobbie, não importa.
Nasci assim e minha criação me ajudou a ser cada vez mais independente, feliz comigo mesma. Por favor só não confundam isso de feliz comigo mesma com achar que minha vida é perfeita – estou desempregada, preciso emagrecer, saí recentemente de uma paixão mal correspondida (que é pior que uma não correspondida), enfim… Tenho todo tipo de problemas, só não atribuo uma eventual fase de tristeza ao fato de estar fazendo esta jornada de forma independente, sem pessoas grudadas que nem chiclete. Estou bem só.
O ponto onde quero chegar é que o fato de eu não precisar de pessoas por perto me faz ficar perto delas somente quando é realmente um prazer. Somente quando agrega, me deixa mais feliz, me inspira, me faz descobrir e querer coisas novas.
Ao pensar em encontrar a minha melhor amiga do primeiro grau da escola, que não via a mais de 10 anos, cheguei a ficar com lágrimas nos olhos. Ver amigos novos não chega perto disto, claro, mas precisa? Está tudo ótimo do jeitinho que está.
Nem todo mundo que conhecemos vai ficar na nossa vida para sempre.
Nem todo mundo que fica para sempre vai estar presente no dia a dia da nossa vida.
Volto ao ponto inicial deste texto: quando não precisamos de pessoas por perto, não colocamos a pressão de uma rotina nas costas dos nossos amigos, não maquiamos nossas carências preenchendo elas com pessoas. Simplesmente compartilhamos o que temos de melhor, sem stress. Ajuda muito também separar amizade de paixão – se você frequenta um grupo porquê está a fim de alguém essa fórmula complica muito. Este seria um post a parte.
Da próxima vez que você pegar o telefone e ligar pra um amigo, pense antes no porque de você estar ligando – saudades simples e pura, ir em algum lugar cujo evento é de interesse de ambos, vontade de não fazer nada juntos, medo de ir em algum lugar sem chamar a pessoa e ela ficar chateada por ser excluida, ou puramente por uma rotina?
Não estou incentivando ninguém a parar de ligar para suas pessoas queridas por motivos banais. Qualquer motivo é legítimo, desde que faça você feliz – ligue, encontre-se com seus amigos. Só não se esqueça de transformar mesmo o encontro mais simples do dia a dia num momento delicioso. Lembre-se do porque aquela pessoa te faz mais feliz enquanto ela está do seu lado – cada momento ficará mais especial simplesmente por isto.