União Homoafetiva
Categorias: Coisas da minha cabeça
Tags: cidadania, escolha, liberdade, união homoafetiva
Postado por Lux em: 06-05-2011
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Foi aprovada, u-hu! Vitória!!!
…mas enfim, vitória pra quem?
Pra responder isto, preciso pensar nos motivos pelos quais alguém apoiaria este projeto. Vejamos:
- Sou gay e portanto quero ter meus direitos
- Sou amiga de gays e portanto tomo as dores deles, em busca dos seus direitos
- Sou simpatizante da causa, o famoso “S” da sigla GLS, e tomo as dores da causa como um todo
Acredito que muitas pessoas seguem na linha acima, que poderia ser entendida como baseada em influência e networking.
“O meio em que me insiro apoia, então apoio também”.
Não acho nada disso errado, são as pessoas “lutando pelos seus”.
Já no meu caso, apesar de ter alguns poucos amigos gays e fazer parte do “S”, o principal motivo para apoiar este projeto se chama LIBERDADE.
LIBERDADE
Liberdade de escolher e ter certeza de que o estado não só reconhece minhas escolhas, como as defende como um pacote mínimo de direitos. Começamos finalmente a separar orientação sexual de cidadania.
Considero que quem primeiro deve zelar pela total erradicação do preconceito e a discriminação é o Estado. Claro que o Estado não é uma pessoa, uma consciência única, portanto novos conceitos demoram a ser aceitos. O Estado não é também capaz de desenvolver novas idéias sozinho, depende dos grupos que fazem parte dele para que um assunto venha a tona. Então a questão é: quando um ou mais grupos da sociedade se organizam para convencer o “todo” que uma idéia deve ser aceita, o processo de convenciomento deveria funcionar exatamente como argumentos flutuando em nosso cérebro, tentando mudar a nossa opinião pessoal:
Não é a quantidade de argumentos a favor que garante que mudemos de idéia, e sim a qualidade destes argumentos.
Ao menos deveria ser assim! Uma única conversa, com uma única pessoa, é capaz de mudar conceitos que trago comigo desde minha infância. Contanto que me convença!
Assim, é irrelevante determinar quantas pessoas no Brasil apoiam ou não a causa, pois a maioria não pode, em princípio, eliminar direitos legítimos de uma minoria.
Parece simples e óbvio, mas estivemos vivendo o cenário oposto por toda a eternidade. Até ontem. Ufa.
Abaixo, algumas frases de Ministros do Supremo, retiradas daqui:
“O reconhecimento jurídico das uniões homossexuais não enfraquece a família, mas antes a fortalece”. Roberto Gurgel, Procurador-Geral da República
“Privar os membros de uniões homossexuais afetivas atenta contra sua dignidade, expondo-os a situações de risco social injustificável” Roberto Gurgel, Procurador-Geral da República
“O sexo das pessoas não se presta como fator de desigualação jurídica” Carlos Ayres Britto, Ministro-Relator do STF
“Para ser digno, há de ser livre. E a dignidade perpassa a vida da pessoa em todos os aspectos. O que é indigno leva ao sofrimento socialmente imposto”. Cármem Lúcia, Ministra
“O homossexualismo é um traço da personalidade, não é uma ideologia nem é uma opção de vida” Luiz Fux, Ministro
“O reconhecimento de uniões homoafetivas encontra seu fundamento em todos os dispositivos constitucionais que tratam da dignidade humana”. Joaquim Barbosa, Ministro
“A idéia de opção sexual está contemplada no exercício de liberdade. A falta de um modelo institucional que abrigue esta opção acaba militando e contribuindo para as restrições, para a discriminação” Gilmar Mendes, Ministro











