Post Aleatório . 21-12-2010

Web design da era da pedra

Eu sou old school em quase tudo – inclusive na construção de sites. Aprendi há muito tempo que o legal mesmo é criar sites completamente baseados em tabelas, caixinha dentro de caixinha. Ao longo dos anos masterizei a produção de sites e e-mails, de forma que me considero uma quase-expert...

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Não querida. Não mesmo.

Categorias: Coisas da minha cabeça, Motociclismo

Postado por Lux em: 22-04-2015

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Deixa eu começar esse post colocando o pau virtual na mesa: sou mulher e motociclista. Há anos. Já rodei mais de 60.000Km, entre trechos urbanos e viagens. Na falta de uma, tenho duas motos.

Eu tenho medos.

Eu não sou mais foda que ninguém só porque ando de moto.

Não sou mais foda porque andei x quilômetros. Amanhã você terá andado mais que eu.

Ter duas motos também significa somente que tenho duas manutenções, dois IPVAs, dois DPVATs… Não sei bem como isso diz que sou melhor que alguém, talvez seja até pior. Talvez tenha sido preguiça de vender a primeira. Quem sabe, só de olhar, se é algo bom?

Também não ando por aí fazendo peripécias pirotécnicas com a moto, não sou tão habilidosa assim.

Não fiz isso porque sou ousada, porque sou o desvio da curva… Fiz isso porque achei interessante e coube nos meus planos de vida da época.

Nem faz muita diferença, na verdade, se você é mulher ou homem – as diferenças ao andar de moto virão de você ser alto(a), magro(a), forte ou não… E ainda assim, sem nenhum determinismo – existem inúmeros tipos de motos, a ciclística é diferente em todas elas, o centro de gravidade muda… Ou seja, não importa quem você é, existe uma moto ergonômica pra você. E as não ergonômicas também podem ser pilotadas, só com um nível menor de facilidade. Não é um desafio hercúleo andar sobre duas rodas.

Ah, mas e a coragem de andar no trânsito? Nessa cidade louca que é São Paulo? E quando chove? E… E… Poxa, foda mulher de moto.

Não, meu amor. Amiga. Querida.

Se você foi como eu, prática, e decidiu comprar uma moto – parabéns. Se aprendeu a curtir o lance todo, se você se especializou, fez algum curso, viajou, vai em encontros… parabéns por seguir com sua vida e não ser um cone, um “doormat”. É só disso que você pode se gabar – de se prestar a aprender algo novo e não aceitar os nãos que as pessoas tentam impor na sua vida. O que não implica também que você está em contínua evolução, só prova que você fez isso uma vez na vida.

Todo mundo passa por isso. Qualquer decisão passa por críticas e censuras – das mais triviais, a “vou comprar uma moto”. Quem nunca viu vídeos de mães loucas destruindo motos dos filhos? Sim, filho, homem. A decisão de andar de moto no dia a dia não é tão simples e vejo pessoas de todos os tipos lutando com os prós e contras. Independente de gênero.

(revoltada porque a afirmação da imagem é absolutamente cretina – como se um homem que anda de moto não tivesse de superar os mesmos obstáculos – alguns em maior, outros em menor proporção mas que, de toda forma, precisarão ser transpostos).

Quer andar de moto? Tira a carta, compra uma moto, sai por aí andando. Ponto. Não vai crescer cabelo no seu peito ou engrossar sua voz se você fizer isso.

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