Post Aleatório . 14-06-2008

E cá estou, no meu apê, com internet!!! : )

Ontem a confirmação tava pendente. Hoje cedo, recebi uma ligação dizendo que NÃO seria instalada hoje. Mas foi! Que emoção!!! Ah, também tenho água quente :D Só não tenho móveis e coisas similares hehehehe Olha como tá o pardieiro: Share this:EmailFacebookGoogleTwitter

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Psycho Therapy – a merda no ventilador

Categorias: Terapia

Postado por Lux em: 14-08-2015

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Lembrando da música dos Ramones (pelo título do post) e, claramente, em tom de raiva.

Minha terapia é, na verdade, análise. Meu terapeuta, um psicoanalista, com bases em Freud. E está dando bastante resultado. Alguns pontos importantes que já descobri sobre mim (nessa fase dos últimos 2 anos, ao menos), e que não tenho vergonha alguma de assumir:

  • Eu vivo diversos personagens, quem é a Luciana real?
  • Projeto meus anseios e características nas pessoas, e me apaixono por isso (eita narcisismo da p****)
  • Entro em negação quando meu objeto de desejo age de forma contrária à esperada, justificando (e não perdoando) a atitude errada (ou seja, ela não aconteceu)
  • Me desculpo pelo erro dos outros, como se fosse responsável por todo o universo
  • Racionalizo demais tudo e isso atrasa ou até pára meus impulsos espontâneos, me desconectando dos sentimentos reais
  • Quando um sentimento real aparece e é ruim, faço um split-off (pesquise se quiser saber mais)
  • Não enxergo as pessoas e situações como elas realmente são
  • Estou absurdamente mais frágil agora que estou magra – e mais bonita – do que antes de operar
  • Tenho uma voracidade absurda por tudo – que antes preenchia com comida – devoro tudo e todos ao meu redor. Como a reposição não foi a contento, terminei com um monstro de ânsia. Um monstro pelo qual é válido morrer
  • Tento satisfazer essa vontade de tudo focando em uma coisa ou pessoa só – o que é impossível por definição
  • Como posso ser perfeccionista e acreditar que perfeição não existe? E viver num caos?
  • Contradição é meu nome e meu sobrenome

Tem muito mais farinha nesse saco, mas com base na análise (muito do que está aí abaixo já foi discutido lá), já consegui enxergar como foi de fato meu último relacionamento – muito longe de utópico, foi de ruim a péssimo – mas como eu estava sem nenhuma autoestima e me apegando a qualquer lampejo de ilusão, parecia bom:

  • Foi um relacionamento obsessivo desde o dia um. O cara olhou pra mim, por algum motivo me quis, foi pra cima e conseguiu me ter. Toda a atenção que me deu (ou pediu) não foi naquele tom de “oi amor, estou com saudade”, mas sim de “já está na hora de nos falarmos, cadê você?”. Ser atencioso é uma coisa (que eu já tive e acho ótimo), ser obsessivo e dependente é outra (e faz mal, corrói)
  • O cara era quase um misógino e me tratava mal pra caramba, me desqualificando em tudo. Em quase todos os momentos. Eu e quase todas as mulheres da vida dele, com somente uma exceção.
  • Essa exceção recebia todos os elogios do mundo, terminando em “não se preocupe que jamais terei nada com ela, pois temos uma relação profissional”. Ou seja, super incentivo pra minha autoconfiança.
  • Eu chegava de viagem e ele mal me abraçava e beijava, nem na chegada, nem no taxi. Assim que chegávamos na casa dele, se sentava na frente do computador e ficava olhando (e reclamando) pro facebook, as vezes por horas.
  • Não me dava nenhum estímulo nem de carinho, nem de amor, nem de tesão, seja por fala, atitude ou pelos meios eletrônicos – somente respondia ao que eu mandava e, no final, nem mesmo respondia
  • Nunca me abraçou ou me beijou (de verdade, não um selinho) em público. Exceto no dia em que nos conhecemos.
  • Reclamava que eu não iniciava sexo, mas de 4 dias que eu passava lá, ficava 3 sem tomar banho e 80% do tempo ou no facebook ou vendo filme
  • Nunca atendeu um pedido específico meu exatamente do jeito que eu pedi. Como pode o que ele quer ter de ser exato, e os meus pedidos serem ignorados ou distorcidos?
  • O melhor elogio que recebi em meses foi “você é linda, tem o biotipo certo”. Ouvi isso zilhões de vezes. Que m****, eihn?
  • O único outro elogio que eu recebi em todo o tempo juntos foi “Você é gente, não é nem desesperada nem mimada”. Só. Essa é minha qualidade. Claro, obrigada. Estou me sentindo ótima agora.
  • O melhor carinho que recebi foi UMA noite onde ele me abraçou na hora de dormir. Sim, somente UMA vez.
  • Eu era criticada por tudo – por exemplo, porque não o cobri quando ele foi dormir, e assim ele acordou doente… como pude não cuidar dele? (quando o mesmo aconteceu comigo duas vezes e ele nem notou, se preocupou, ou tentou cuidar de mim quando fiquei mal)
  • Quando nos tocávamos, a coisa era absurdamente mecânica, tenho certeza que brochante para ambos. Ele deixou muito claro. Mas pra mim foi muito também. Da primeira até a última vez. Cheio de regras rígidas que, se não cumpridas, faziam com que ele simplesmente perdesse a vontade. Eu devia ter ido embora no primeiro dia, quando me irritei com esse travamento dele e pedi que parasse. Devia ter me mantido firme. E ido embora. Ah, mas a ilusão…
  • E eu achava que era bom mesmo assim, porque projetava nele uma libido que, hoje, eu sei que era minha, não dele. Tanto que se manifestava quando eu estava longe, não perto. Exceto no primeiro dia. Esse foi incrível (e sem sexo).
  • O pensamento dele era muito lento, então qualquer interrupção tirava ele de foco, quando eu ou qualquer outra pessoa adicionava algo ao assunto fazia ele se perder e entrar em loop numa reclamação quanto a interrupção
  • Tinha atitudes absolutamente imaturas – como desligar uma ligação em menos de 30 segundos, alegando que eu estava agindo como adolescente – pois sim, uma pessoa que não argumenta, não ouve, não entende e tudo isso em 30 segundos, claramente está sendo super madura
  • Qualquer coisa que o irritasse, deixava ele em loop nesse assunto por pelo menos duas horas. E isso era diário. Do primeiro dia inteiro que passamos juntos, até o último, sempre havia algo a reclamar. E tenho certeza que ele via uma conexão intelectual fortíssima comigo, simplesmente porque eu apoiava e concordava com ele até ele se acalmar. Mesmo quando eu não concordava de fato. Porque sentia que ele precisava primeiro de cuidado, depois de crítica. E o momento da crítica nunca chegava.
  • Se acha melhor, mais inteligente e mais maduro que todas as pessoas do universo, mas mal sabe fazer um pequeno conserto na própria casa (até faz, mas da pior maneira, e não aceita ajuda)
  • Como ele sabe mais que todo mundo, é arrogante e acha que tudo tem de ser do seu jeito. Explicar um jogo? Te corta e faz do jeito dele. Jogar algo online? Sua estratégia está errada (mesmo que leve a vitória), pois só a dele é divertida (mesmo que leve a derrota). Sair para fazer algo? Só quando ele quer (que é basicamente quase nunca). Tudo do jeito dele. No ritmo dele. Aprisionante. Sufocante. Enlouquecedor.
  • Um cara que não sabe pedir desculpas, mesmo quando provado que está errado. Esses assuntos ele enterra. Mesmo com amigos homens (e talvez principalmente)
  • Se acha maduro, homem, desde os 20 anos de idade… Mas age como adolescente até hoje. Talvez ele se sinta macho porque teve que passar por fases duríssimas na vida. Porque matou pessoas. Porque venceu desafios. Porque não tem algumas frescuras dos caras modernos. Talvez nessas horas tenha sido de fato homem, mas no dia a dia, age como um adolescente mimado, que quer tudo do seu jeito e, quando não é, faz um drama interminável
  • Nunca olhou pra mim de fato. Não me conhece. Não tem ideia de quem eu sou de fato. Nunca se interessou por ler o que escrevo, por ver o que faço, por ouvir o que eu ouço.
  • Pelos estudos de psicologia e comportamento que tem, considero ele extremamente culpado por ter me agredido tanto, sem notar o nível de depressão e desconexão com o mundo que eu estava. Me chamou de adolescente, imatura, babaca. Zilhões de vezes. Justo eu. Não percebeu onde estava o problema. Simplesmente reagiu como uma criança, batendo de frente, ofendendo.
  • Reclamava que TODAS as mulheres agiam igual (inclusive doutrinando o irmão e amigos disso), que são interesseiras, que ficam o tempo todo comparando com namorados anteriores. Só que eu nunca fiz isso. E ele sim, falou de relacionamentos anteriores o tempo todo. Acho que não passou uma semana sem falar.
  • Reclamava da maioria dos caras que conhece também – todo mundo está errado. Com raríssimas exceções (que também recebiam críticas, apesar dos elogios)
  • Só disse exatamente como se sentia (ao invés de tentar comandar minha ação diretamente) quando terminou o relacionamento – tanto em relação a como se sentia no dia a dia, como foi também a ÚNICA vez que disse que era apaixonado por mim. Sim, isso mesmo. Eu disse umas 1000. Escrevi outras tantas. Mandei flores no dia dos namorados. Ele, nada. Exceto quando se afastou
  • Eu dizia (como um elogio) que ele não existia (alegando que era tão diferente dos caras comuns). E de fato, não existia. O personagem do artista de fato só existe quando performa sua mágica. Mas o homem da vida real também é um personagem, bem distante do que é real. Ele vive essa ilusão, eu acreditei nessa ilusão, e ainda projetei minhas adições a ela.

Eu também já enxergo muito porque minha atitude mudou – porque estou mais passiva, porque perdi a libido… Muito tem a ver com o emagrecimento (tanto pela parte biológica quanto pela de identidade e emocional), mas a queda final no fundo do poço foi por eu me entregar a uma distopia, e nomeá-la de utopia. A pior das ilusões. Não me anulei, me matei. E no final, quase morri de fato.

Não vou culpar ninguém além de mim mesma, por isso. O tal cara acima existe, mas já é passado. E eu, no meu presente e futuro, quero viver relações reais – mesmo que falhas – quero ver e ser vista – como sou e como o outro é – e seja lá o que acontecer, vou lidar com isso. To na fase do foda-se – aceitando tudo de novo que aparecer, despreparada, mas interessada.

Não vou por panos quentes nos problemas, vou eliminá-los um a um. Como sempre fiz na minha vida.

Só falei aqui de coisas ruins. Mas tenho zilhões de qualidades.
Sou um amor.
E uma delas, é jamais desistir. No final, eu venço.

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