Post Aleatório . 19-12-2010

As primeiras tentativas de HDR

Mal baixei o programa e li sobre os conceitos de HDR. Obviamente, estas fotos são somente primeiros testes, nem um tripé pra tirar as fotos direito eu arrumei ainda. São Paulo através da janela do meu apê A primeira tentativa de HDR Share this:EmailFacebookGoogleTwitter

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Mulheres, Pornografia, Hipocrisia e Difamação

Categorias: Coisas da minha cabeça

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Postado por Lux em: 13-08-2015

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Ouço muitos caras reclamando que suas namoradas não curtem ver um filminho pornô. Ou outros chocados, quando digo que gosto.

Gente, qualé? Em que século estamos mesmo? É feio uma garota dizer que gosta de sexo? Ou ainda mais, é esperado que ela seja virgem até casar? E depois de casar, aí pode ver filme pornô?

Existem n motivos para as mulheres mentirem ou omitirem fatos sobre suas preferências sexuais – sejam elas sozinhas ou acompanhadas. Mas me dá nos nervos achar que isso é normal, compactuar com isso. Por isso vez em quando posto algo sobre o assunto.

Hoje, seguem dois links desmistificadores:

Mulheres brasileiras são as que mais veem pornografia, dizem sites

This Pornhub Study Reveals a Surprising Truth About What Women Want From Porn – and it’s hardcore

Não estou aqui falando (ou não) de mim, das minhas preferências. Estou falando de estatísticas. Falando que mulher curte a brincadeira, curte tanto quanto homem, e assiste bastante. Só não revela isso pra vocês, machos, porque vocês nos tratam como uns babacas quando descobrem coisas do tipo. Principalmente quando tomam um fora.

Aquele momento em que nem o CVV atende sua ligação

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Postado por Lux em: 05-07-2015

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Depressão? Não.

Categorias: Coisas da minha cabeça

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Postado por Lux em: 18-06-2015

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Quando tantas pessoas próximas a mim estão diagnosticadas com depressão, só me resta pensar: e eu?

Em dois momentos da vida achei que estava deprimida. Não queria fazer nada (e não fazia nada além do mínimo necessário – exclua do mínimo até banho), chorava por qualquer motivo, pensei em suicídio. Essas fases passaram naturalmente, conforme o stress da vida diminuiu. Então entendo que não, eu não estava de fato deprimida. Talvez estivesse caminhando para isso, mas pela teoria que conheço, depressão é mais punk que isso, não se resolve “sozinha”. A dor não era pequena, mas ela passou conforme a hemorragia parou. E depois: ninguém disse que estar triste é pouca coisa. Não precisa virar um quadro clínico pra ser importante. Não preciso aumentar o problema – faria isso pra que? Pra chamar atenção? Estar de luto dói pacas e nem por isso vira depressão.

Minha vida hoje está muito boa!

Meu corpo está bem e melhorando, minha mente está passando por desafios (e isso me motiva e me entusiasma), tenho um homem incrível na minha vida, estou passando por experiências novas, o trabalho está em uma fase de ebulição (por mais que eu esteja sem receber meu salário há um bom tempo)… Tudo bom, incrível ou evoluindo!

Então porque me sinto triste?

Sim, tenho estado triste. Há mais ou menos um mês, tenho chorado por nada, em momentos inadequados, em lugares inapropriados. Quando isso acontece, não me vem nada a mente. Não estou triste por um motivo. Não há uma causa óbvia.

Eu não estou desmotivada. Quero fazer coisas, tenho vontades, tenho o ímpeto de realizá-las. Só não na velocidade que poderia/deveria.

Eu não estou exausta o tempo todo, nem tampouco doente o tempo todo. Tenho feito coisas que me pareceriam impossíveis um ano atrás (como me exercitar regularmente em casa, devendo satisfação somente a mim mesma, sem impecilhos, sem enganação).

E muito importante, estou amando. Já passei da fase de apaixonada, sinto amor e isso é incrível. Olha só, ainda sou capaz de amar. E olha de novo, há quem mereça ser amado. Eu não estou quebrada, a humanidade não está totalmente quebrada. Melhor impossível.

Ou seja…

Eu não acredito que estou deprimida. Esse pensamento é só uma fantasia!
Só estou incomodada com algo. Com medo de algo.

Talvez seja pelo assunto do último post – no livro A Guerra da Arte, o autor explica que, as vezes, depressão é somente uma manifestação da resistência. Você se sente minado, triste, sem rumo, sem propósito… Mas é seu cérebro te boicotando, querendo economizar algumas calorias.

Será que é isso?

No momento o stress que estou passando é grande (muitos problemas a resolver, sendo que preciso resolver todos sozinha), muitas mudanças na vida, porém ao mesmo tempo tenho inúmeras possibilidades na minha frente, quase todas encantadoras. Então porque essa tristeza?

Não sei.

Creio que estou no caminho da luz, descobrindo mais e mais as mudanças que tenho de fazer na vida para viver meus sonhos, a partir de hoje e por todo o meu futuro.
No fundo, acho que essa é a causa da tristeza. É a Resistência, a maldita. O medo de viver plenamente. O auto-boicote.

Diz que quão mais perto da linha de chegada, maior a aflição, o medo.

Desconsiderando a ordem de importância:

Tenho medo de não conseguir o corpo que eu queria (em termos estéticos e de saúde), quando decidi revolucioná-lo. Medo especificamente das cirurgias plásticas.
Tenho medo de casar com uma empresa que poderá jamais ser a que sonhei, quando aceitei a proposta de casamento.
Tenho medo de não conseguir sair tão cedo do apartamento e conquistar a minha tão sonhada casa com oficina (pra aí sim poder realizar todos os meus sonhos e projetos, criar minhas bugigangas).
Tenho medo de não conseguir lidar com as pessoas em geral, de querer me isolar novamente.
Tenho medo de não conseguir viver plenamente o amor que sinto hoje, que começou há pouco tempo e deveria desabrochar, aumentar.
Tenho medo de entrar em falência, de não conseguir me sustentar a médio e longo prazo.
Tenho medo de ter de assumir o gerenciamento dos meus pais, já idosos e começando a ter problemas de saúdes.

Tenho muitos outros medos. Mas cada medo vem atrelado a um sonho ou objetivo – não é uma fobia cega de ser picada por um bicho peçonhento, ou algo que eu não possa prevenir/combater.

Então quer saber? Não serei vencida.
Nem hoje, nem amanhã, nem nunca.
Muito menos por antecipação.

Ao contrário de buscar causas e motivos pra estar triste, vou buscar meios e objetivos para estar feliz.

A vida segue, eu sigo com ela e, se tiver de andar alguns quilômetros com lágrimas nos olhos, SO BE IT.

(e sim, esse blog é um descarrego mental, emocional, um lugar para eu refletir “em voz alta”. Escrevo conforme penso e, muitas vezes, ao terminar de escrever, a reflexão feita invalidou o post como um todo. Posto assim mesmo.)

Resistência

Categorias: Coisas da minha cabeça

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Postado por Lux em: 17-06-2015

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Resistência, aqui, é a força malígna que nos impede de ser quem somos realmente, de sermos livres, de criarmos e de evoluirmos. É o oposto de entusiasmo, que como já falei aqui*, significa algo como “Deus Interior”.

A etimologia de Resistência é, no entanto, mais curiosa. Esse link diz:

Vem do Latim RESISTENTIA, de RESISTERE, “ficar firme, aguentar”, formado por RE-, “para trás, contra”, mais SISTERE, “ficar firme, manter a posição”.

Achei curioso que o significado no latim, assim como no português, de certa forma desconsidera o prefixo RE-. Essa força contrária não deve ser diminuída. Resistir é ficar firme, mas não somente isso, é ficar firme contra algo. E quem disse que esse algo é implicitamente algo ruim? Resistir é parar. É não andar pra frente, não evoluir. É, de certa forma, andar para trás. 

Vou assumir, a partir de agora, que Resistência é, na verdade, o “Diabo Interior”.

Não há glamour ou mérito algum em ser forte, inteligente, etc., se você não usa sua força para lutar contra nada, para construir nada.

Também não podemos só buscar inspiração nos outros, na arte, no universo. Precisamos usar essa inspiração para fazer efetivamente coisas. Do contrário, é um desperdício. É um encantamento em forma de droga, de auto-indulgência.

No meu caso? Preciso focar em aprender mais. Em mesclar áreas e conhecimentos, em criar coisas.

Não que eu não faça isso. Mas não faço, nem de longe, o suficiente. Nem da forma certa.

Essa reflexão não surgiu do nada. Nos últimos dias, comecei a ler um livro chamado “A Guerra da Arte”. Acabei de terminar o primeiro terço do livro, que fala justamente da resistência – e como ela nos leva à estagnação, ao entorpecimento, à auto-enganação. Como nos distancia do nosso verdadeiro talento.

Não vou tentar transpor os conceitos do livro aqui, é curtinho e fácil de encontrar pra baixar na net, recomendo que leiam também. Ainda tenho dois terços pela frente, novas reflexões surgirão até lá. Novas reflexões surgirão também sobre o que já li. Meu objetivo com esse texto é colocar pra fora um pouco do que senti com alguns trechos do livro. É registrar o que senti, pra que eu possa acompanhar minha própria evolução. Em alguns pontos, tive vontade de chorar. Sim, porque é triste ver como nos enganamos, a troco de nada.

Se você tem sonho de produzir qualquer tipo de arte, ou tem um grande projeto (pessoal ou profissional) no qual deseja empreender, o livro é pra você.

Alguns destaques:

  • Resistência é algo que vem de dentro de nós, não do mundo ou dos outros
  • Sentimos mais medo, em uma empreitada, conforme esse projeto é mais relevante de fato pra nós (sentir muito medo, portanto, é bom: pode servir de bússula e expor para nós o que devemos efetivamente buscar na vida, o que efetivamente nos fará felizes)
  • Racionalizar demais é uma forma de resistência: mesmo quando os argumentos são válidos, eles só nos impedem de fazermos o que temos de fazer, o que queremos de fato fazer
  • Sentimos desespero quando nos imaginamos (ou estamos) de fato livres – sem um papel pré-determinado no ecossistema em que vivemos, no nosso grupo social. Isso é normal e natural.
  • Correr atrás dos próprios sonhos é, muitas vezes, seguir sozinho. Deal with it. O máximo que podemos fazer é nos tornar modelo ou inspiração para os outros, jamais devemos nos atrasar por eles
  • O oposto de amor não é o ódio, é a indiferença
  • Faça o que ama, o que te move profundamente, mas faça sem a expectativa de glória – isso é amador, egocêntrico e destrutivo

A conclusão é uma busca pessoal:

  • Quais meus sonhos?
  • Quais meus talentos?
  • Como encaixar ambos em um plano de vida, de médio e longo prazo?
  • Sabendo essas respostas, é preciso lutar todos os dias pra chegar lá

…continua em breve.

Orgasmo Feminino

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Postado por Lux em: 08-05-2015

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Sem maiores explicações. Assistam o vídeo :)

Copo meio cheio, copo meio vazio

Categorias: Coisas da minha cabeça

Postado por Lux em: 28-04-2015

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A vida me ensinou que está tudo bem eventualmente ficar triste, estressada, mesmo quando não há motivo para tanto.

As vezes o copo está cheio de irrelevâncias e transborda por pouco. Daí melhor deixar derramar tudo logo e reciclar de vez. Esvaziar o bicho. Não precisamos ser fortes o tempo todo.

Só não podemos, enquanto isso, descontar nos outros, ou fazer corpo mole – o jeito é acordar cedo, arregaçar as mangas e resolver os nossos próprios problemas.

Work Work Work True Work

The Machineries of Joy – Die Krupps & Nitzer Ebb

Work, work, work, true work!
Pay, pay, pay, sweet pay!

Meine Muskeln sind Maschinen
Sehnen staehlern, Schweiss wie Oel
Schmutz und Dreck ist wahre Arbeit
Schmerz und Tadel wahrer Lohn.

Join the rhythm of machine
Feel the power while you learn
Join the rhythm of machine
Sweat and pain is all you earn

Lohn!
Arbeit!

Acho que está na hora de eu aprender mais uma lição

Categorias: Coisas da minha cabeça

Postado por Lux em: 24-04-2015

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# Bem-vindo(a) a mais um capítulo da novela mexicana que é a minha autoterapia: uma verdadeira masturbação mental que, como tal, termina sempre espalhando caca por todos os lados #

Aprender é um prazer enorme para mim. Luto para ouvir mais, observar mais, assimilar mais as experiências… Isso vale para tudo na vida – de como interagir com as pessoas, à questões culturais e científicas. Me coloco muito em um papel paciente, respeitador, compreensivo. Sempre tento ouvir mais do que falar (o que sempre foi difícil, como filhote de italiana nerd que sou). É como se eu escaneasse as pessoas e depois me perdesse num longo processo de OCR e GED.

Esse impulso é quase antropofágico, de achar que crescerei consumindo as pessoas, não de forma doentia ou malévola, tão pouco arrancando pedaços, mas assimilando as pessoas dentro de mim, mental, emocional e fisicamente. Mesmo que alguém perca um pedaço, é temporário – creio que todos são lagartixas e, ao perder o rabo, outro crescerá no lugar. Processo inofensivo onde eu cresço, você cresce, todo mundo fica bem. Único problema é que ultimamente tenho achado que as pessoas todas tem gosto de nada. Insípidas. Nem dá vontade de assimilar mais nada.

Mas… e aí? Tudo isso que eu aprendi na vida culmina em… mais aprendizado? Incharei a mente infinitamente, virarei um ET com cabeção master blaster the power, corpinho atrofiado por desuso, com boquinha fininha incapaz de dizer o que pensa? Só seres iguais a mim poderão se comunicar comigo? Ou virarei uma gigante incompatível com o resto do mundo e, lá de cima, seguirei observando o mundo?

Bah, que chatice. *** super boring ***

Bora colocar mais coisas em prática.

Sim, isso mesmo.

Sei que muitos que vão ler isso aqui, e que me conhecem, vão estranhar: “Mas você está sempre fazendo algo novo! Uma das pessoas que eu mais vejo inventando coisas, fazendo coisas, hobbies, etc etc etc”.

Estão certos. Em tudo que envolve somente eu mesma, ou seja, todas as ações solitárias, decisões solitárias, eu ajo antes de pensar. Esse impulso faz parte de mim e, claro, resulta em ações que, pra muitos, parecem malucas. Não há conflitos nem premissas. Sou livre, capaz de tudo. Não questiono.

Já quando envolve outra pessoa (sejam amigos, família, namorado – só ignoremos aqui pessoas do âmbito profissional, ok?), eu travo. Penso 1000x antes de agir, fico em loop tentando entrar na cabeça do outro e, por mais que muitas vezes eu até consiga, obviamente acabo gastando todo meu tempo, energia e oportunidade nesse processo. A troco de… Aprender os segredos do universo (e da pessoa)? De ter uma premonição do que seria perfeito naquele momento? De evitar uma rejeição ou um erro vergonhoso? Por medo? Por ser besta, creio eu. Isso mesmo, bestinha, do tipo nano, insignificante e passivo que vê a vida passar e depois ainda tenta justificar que isso aconteceu por um motivo nobre. Do tipo que acha bonito priorizar as vontades dos outros. Que espera que elas magicamente acabem convergindo (e frequentemente convergem, isso é um fato… mas que não serve como desculpa).

Minha lição – que espero consolidar nessa fase atual da vida – é ser com os outros quem eu sou comigo mesma.

# mantra #
agir antes de pensar
rir do resultado 

Parece simples, mas pra mim isso é um desafio. Uma virada de chave.

Olha que óbvio, quase um tapa na cara: sou feliz sozinha. Me completo. Sou livre. Me amo. Mas quando não estou sozinha, atrofio e perco um pouco da graça. Viro expectadora. Sempre fui assim, até que bem consciente disso: pessoas sem gracinha não instigam que eu mostre quem eu sou de verdade. Parece quase que um crime dar pérolas aos porcos (ego ego ego de 12m de altura, como diria a trupe do Neubauten). Então fico tão sem gracinha quanto elas e ainda assim, acho que ofusco um pouco. Agora vamos lá, mudar isso e distribuir meu glitter mental por cima das pessoas – sejam elas porcos ou deuses – e, claro, incomodá-las até que quebrem. Ou que me amem.

Não querida. Não mesmo.

Categorias: Coisas da minha cabeça, Motociclismo

Postado por Lux em: 22-04-2015

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Deixa eu começar esse post colocando o pau virtual na mesa: sou mulher e motociclista. Há anos. Já rodei mais de 60.000Km, entre trechos urbanos e viagens. Na falta de uma, tenho duas motos.

Eu tenho medos.

Eu não sou mais foda que ninguém só porque ando de moto.

Não sou mais foda porque andei x quilômetros. Amanhã você terá andado mais que eu.

Ter duas motos também significa somente que tenho duas manutenções, dois IPVAs, dois DPVATs… Não sei bem como isso diz que sou melhor que alguém, talvez seja até pior. Talvez tenha sido preguiça de vender a primeira. Quem sabe, só de olhar, se é algo bom?

Também não ando por aí fazendo peripécias pirotécnicas com a moto, não sou tão habilidosa assim.

Não fiz isso porque sou ousada, porque sou o desvio da curva… Fiz isso porque achei interessante e coube nos meus planos de vida da época.

Nem faz muita diferença, na verdade, se você é mulher ou homem – as diferenças ao andar de moto virão de você ser alto(a), magro(a), forte ou não… E ainda assim, sem nenhum determinismo – existem inúmeros tipos de motos, a ciclística é diferente em todas elas, o centro de gravidade muda… Ou seja, não importa quem você é, existe uma moto ergonômica pra você. E as não ergonômicas também podem ser pilotadas, só com um nível menor de facilidade. Não é um desafio hercúleo andar sobre duas rodas.

Ah, mas e a coragem de andar no trânsito? Nessa cidade louca que é São Paulo? E quando chove? E… E… Poxa, foda mulher de moto.

Não, meu amor. Amiga. Querida.

Se você foi como eu, prática, e decidiu comprar uma moto – parabéns. Se aprendeu a curtir o lance todo, se você se especializou, fez algum curso, viajou, vai em encontros… parabéns por seguir com sua vida e não ser um cone, um “doormat”. É só disso que você pode se gabar – de se prestar a aprender algo novo e não aceitar os nãos que as pessoas tentam impor na sua vida. O que não implica também que você está em contínua evolução, só prova que você fez isso uma vez na vida.

Todo mundo passa por isso. Qualquer decisão passa por críticas e censuras – das mais triviais, a “vou comprar uma moto”. Quem nunca viu vídeos de mães loucas destruindo motos dos filhos? Sim, filho, homem. A decisão de andar de moto no dia a dia não é tão simples e vejo pessoas de todos os tipos lutando com os prós e contras. Independente de gênero.

(revoltada porque a afirmação da imagem é absolutamente cretina – como se um homem que anda de moto não tivesse de superar os mesmos obstáculos – alguns em maior, outros em menor proporção mas que, de toda forma, precisarão ser transpostos).

Quer andar de moto? Tira a carta, compra uma moto, sai por aí andando. Ponto. Não vai crescer cabelo no seu peito ou engrossar sua voz se você fizer isso.

Perda de Identidade

Categorias: Cirurgia Bariátrica, Coisas da minha cabeça

Postado por Lux em: 09-04-2015

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Sempre gostei muito dessa foto. Não que eu vá dizer, agora, que acho que estava feia, ou algo assim. Na medida do possível sempre tentei me cuidar e sempre me achei bonita. Mas a verdade é que não consigo me reconhecer da mesma forma que antes. Não consigo ver a graça que via antes.

Fico pensando – se essa era uma das melhores fotos, caramba, eu estava mal.

A única coisa que eu realmente gosto nessa foto é o meu cabelo – estava bonito e com sua cor natural.

Sei que perda de peso extrema gera uma mudança de identidade e também uma aversão à quem éramos na fase de maior peso. Isso é esperado e foi amplamente abordado em terapia. Mas caraca, jamais imaginaria que chegaria a esse ponto.

Não me reconheço nem tampouco me gosto *realmente* nas fotos antigas.

Mas não achem que isso é ruim – é uma sensação ótima achar que estou melhor agora, perto dos 40, dos que estava perto dos 30 :)

Abaixo, algumas outras fotos que usei de avatar, na fase acima do peso.

Versão Duck Face (nem lembrava que era ruim assim!)

Versão Duck Face (nem lembrava que era ruim assim!)

Nerd, nerd, NERD :)

Nerd, nerd, NERD :)

Eu gosto da minha boca, ela ao menos continua a mesma :D

Eu gosto da minha boca, ela ao menos continua a mesma :D

Preciso achar esse chapéu e testar uma foto nova pra ver com que cara eu fico.

Preciso achar esse chapéu e testar uma foto nova pra ver com que cara eu fico.

Essa é, até agora, a única foto que continuo realmente gostando. A Mei alien ajuda.

Essa é, até agora, a única foto que continuo realmente gostando. A Mei alien ajuda.

Eu e o rato.

Eu e o rato.

Outra foto que preciso refazer.

Outra foto que preciso refazer.

Essa também acho boa, mas me acho enorme. Enormeeee. Como pode? Nem tava tão grande assim. Meia top model a mais.

Essa também acho boa, mas me acho enorme. Enormeeee. Como pode? Nem tava tão grande assim. Meia top model a mais.

Mais uma da fase L4.

Mais uma da fase L4.

Até que enxergo que eu tava bonitinha. Mas não sou eu.

Até que enxergo que eu tava bonitinha. Mas não sou eu. Tampouco sou eu vezes dois. É outra pessoa.

Link curioso

Categorias: Coisas da minha cabeça

Postado por Lux em: 19-03-2015

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Aparentemente há um link direto entre a vontade de ouvir música no dia a dia e ter libido.

Desde que operei (e fiquei meio peixinho morto), parei completamente de ouvir músicas ao longo do dia, no trabalho. Música nova, então nem pensar. E minha forma clássica de ouvir músicas, no shuffle, menos ainda. Antes tudo que eu ouvia dava bode (mesmo as minhas preferidas). Skip, skip, skip.

Pois bem, agora que estou mais animadinha, voltei com tudo com a parte musical – já baixei dezenas de albuns, adicionei diversas bandas e músicas nas minhas preferidas. Agora tudo parece bom.

Será que essa conexão, esse link, funciona da mesma forma com pessoas em geral? Ou é algo meu?