Post Aleatório . 25-01-2003

:: repost 25 de Janeiro de 2003 ::

Homens: ignorem este post! Como eu ainda não deixei este blog descambar e virar algo pornográfico, eu puz uma tarja preta… Mas não resisti de publicar esta foto que está sendo enviada por e-mail para toda a mulherada alternativa de São Paulo. O subject desta pérola é “E quem diz que...

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Posologia do renascimento

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Postado por Lux em: 12-08-2015

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Se você só me lê aqui, não sabe que mês passado eu quebrei – a ponto de quase, muito quase mesmo pular de uma ponte. Ou algo mais sofisticado que isso, porém não menos mortal. Só mais limpo.

Não vou entrar em detalhes agora. Resumo aos pontos principais:

  • Acabei hospitalizada
  • Precisei ser “desligada” via remédios pra não me matar
  • Estou sendo tratada seriamente por psiquiatra e psicoanalista
  • Estou melhor e há a promessa de não ficarem seqüelas

Esse post é mais pra falar um pouco dos remédios. Sempre tive um enorme preconceito com tudo que mexe com sistema nervoso central – tenho uma mãe com epilepsia, que toma fenobarbital (o famoso Gardenal) desde sempre, e que entendo que hoje tem problemas cognitivos por causa disso. Nunca usei drogas por receio de danificar meu SNC. Mas enfim, em uma crise, que outra alternativa você tem?

Vamos lá, resumo do resumo:

  • Rivotril – clonazepam (você me salvou, mas te odeio!)
    • Na dose que foi receitada inicialmente, no pronto socorro (0,5mg), só conseguiu gerar mais desespero. Não me apagou e intensificou a crise.
    • Nas doses corretas, me sedou e apagou completamente, tendo sido o “milagre” que eu diria que salvou a minha vida. Isso variou de 2mg a 4mg
    • Quando comecei a recobrar a lucidez, comecei a odiar também o rivotril – ele te seda de um jeito que é impossível viver. Assim, ele foi trocado por:
  • Valium – diazepam (sinto que não faz efeito nenhum, mas sei que faz)
    • Assim como o Rivotril, muita gente toma Valium pra puro entretenimento. Eu não sinto nada quando tomo. Não relaxo. Não sinto sono. Não sinto nada.
    • Diz o psiquiatra que se eu não sinto nada, é porque ainda preciso muito do remédio. Se desse alguma sensação extra de relaxamento, algum barato, é porque ele estava me deixando acima “do zero”.
    • Estou tomando de 10mg a 20mg, conforme a fase e a qualidade de sono. Agora tentando manter em 10mg, pra em breve começar a reduzir.
    • Amei a troca do Rivotril pro Valium simplesmente porque me senti alforriada – Rivotril é amarras, sedação. Valium trouxe liberdade. Mas só. Agora eu acordo de noite. Toda noite.
  • Lexapro/Espran – Escitalopram (deu certo mas trouxe efeitos colaterais)
    • Esse foi o primeiro antidepressivo receitado. Mexe somente com a serotonina, e estava funcionando muito bem.
    • Foi trocado porque me falta pique, e porque tive um efeito colateral de visão borrada, resultando em dores de cabeça terríveis.
    • Estava tomando 10mg, a ponto de aumentar a dose (porque é o que se faz com antidepressivos, aumenta conforme o tempo)
  • Venlift OD – Venlafaxina (por enquanto, só alegria)
    • Esse foi o antidepressivo que substituiu o Escitalopram. Faz o mesmo com a serotonina, porém também com um pouco de adrenalina. Teoricamente, dá mais pique.
    • Estou há uma semana nele e, tirando uma noite terrível de insônia, não tive efeitos colaterais. Seguiremos com ele aumentando a dose, pra ver no que dá.
    • Até então tenho me sentido melhor, com mais energia. Ainda com muito pouca energia, mas mais.
    • Estou tomando 75mg e, a partir de amanha, 112,5mg. Em breve, subirei pra 150mg.
  • Carbonato de lítio (u-hu, amei, fez toda a diferença)
    • Esse é um remédio clássico “para loucos e bipolares”, receitado há mais de 100 anos. Ainda não se sabe bem como funciona, mas fato é que funciona.
    • Ele corta os pensamentos extremos, como pensamentos suicidas e manias, e protege o sistema nervoso central de uma forma geral
    • Tomo a menor dose possivel – 300mg – e achei a maior maravilha do mundo. No primeiro dia que tomei, já me senti livre dos pensamentos terríveis. Recomendo fortemente pra quem está passando por isso.

Diz meu médico que eu já passei as duas primeiras etapas mais importantes do tratamento. Estou fora de risco.

A ideia é continuar com os remédios pra dormir (os dois primeiros, tarja preta) por mais 1 ou 2 meses, no máximo, e com os antidepressivos por de 6 meses a 1 ano. E daí, teoricamente, estarei CURADA e não precisarei tomar mais nada, nem de nenhum tipo de acompanhamento psiquiátrico. Isso tudo, claro, se eu continuar com o tratamento de psicoterapia (que estou fazendo intensivamente).

Bola pra frente.

Those moments will be lost in time…

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Postado por Lux em: 07-07-2015

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…like tears in the rain.

Aquele momento em que nem o CVV atende sua ligação

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Postado por Lux em: 05-07-2015

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Depressão? Não.

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Postado por Lux em: 18-06-2015

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Quando tantas pessoas próximas a mim estão diagnosticadas com depressão, só me resta pensar: e eu?

Em dois momentos da vida achei que estava deprimida. Não queria fazer nada (e não fazia nada além do mínimo necessário – exclua do mínimo até banho), chorava por qualquer motivo, pensei em suicídio. Essas fases passaram naturalmente, conforme o stress da vida diminuiu. Então entendo que não, eu não estava de fato deprimida. Talvez estivesse caminhando para isso, mas pela teoria que conheço, depressão é mais punk que isso, não se resolve “sozinha”. A dor não era pequena, mas ela passou conforme a hemorragia parou. E depois: ninguém disse que estar triste é pouca coisa. Não precisa virar um quadro clínico pra ser importante. Não preciso aumentar o problema – faria isso pra que? Pra chamar atenção? Estar de luto dói pacas e nem por isso vira depressão.

Minha vida hoje está muito boa!

Meu corpo está bem e melhorando, minha mente está passando por desafios (e isso me motiva e me entusiasma), tenho um homem incrível na minha vida, estou passando por experiências novas, o trabalho está em uma fase de ebulição (por mais que eu esteja sem receber meu salário há um bom tempo)… Tudo bom, incrível ou evoluindo!

Então porque me sinto triste?

Sim, tenho estado triste. Há mais ou menos um mês, tenho chorado por nada, em momentos inadequados, em lugares inapropriados. Quando isso acontece, não me vem nada a mente. Não estou triste por um motivo. Não há uma causa óbvia.

Eu não estou desmotivada. Quero fazer coisas, tenho vontades, tenho o ímpeto de realizá-las. Só não na velocidade que poderia/deveria.

Eu não estou exausta o tempo todo, nem tampouco doente o tempo todo. Tenho feito coisas que me pareceriam impossíveis um ano atrás (como me exercitar regularmente em casa, devendo satisfação somente a mim mesma, sem impecilhos, sem enganação).

E muito importante, estou amando. Já passei da fase de apaixonada, sinto amor e isso é incrível. Olha só, ainda sou capaz de amar. E olha de novo, há quem mereça ser amado. Eu não estou quebrada, a humanidade não está totalmente quebrada. Melhor impossível.

Ou seja…

Eu não acredito que estou deprimida. Esse pensamento é só uma fantasia!
Só estou incomodada com algo. Com medo de algo.

Talvez seja pelo assunto do último post – no livro A Guerra da Arte, o autor explica que, as vezes, depressão é somente uma manifestação da resistência. Você se sente minado, triste, sem rumo, sem propósito… Mas é seu cérebro te boicotando, querendo economizar algumas calorias.

Será que é isso?

No momento o stress que estou passando é grande (muitos problemas a resolver, sendo que preciso resolver todos sozinha), muitas mudanças na vida, porém ao mesmo tempo tenho inúmeras possibilidades na minha frente, quase todas encantadoras. Então porque essa tristeza?

Não sei.

Creio que estou no caminho da luz, descobrindo mais e mais as mudanças que tenho de fazer na vida para viver meus sonhos, a partir de hoje e por todo o meu futuro.
No fundo, acho que essa é a causa da tristeza. É a Resistência, a maldita. O medo de viver plenamente. O auto-boicote.

Diz que quão mais perto da linha de chegada, maior a aflição, o medo.

Desconsiderando a ordem de importância:

Tenho medo de não conseguir o corpo que eu queria (em termos estéticos e de saúde), quando decidi revolucioná-lo. Medo especificamente das cirurgias plásticas.
Tenho medo de casar com uma empresa que poderá jamais ser a que sonhei, quando aceitei a proposta de casamento.
Tenho medo de não conseguir sair tão cedo do apartamento e conquistar a minha tão sonhada casa com oficina (pra aí sim poder realizar todos os meus sonhos e projetos, criar minhas bugigangas).
Tenho medo de não conseguir lidar com as pessoas em geral, de querer me isolar novamente.
Tenho medo de não conseguir viver plenamente o amor que sinto hoje, que começou há pouco tempo e deveria desabrochar, aumentar.
Tenho medo de entrar em falência, de não conseguir me sustentar a médio e longo prazo.
Tenho medo de ter de assumir o gerenciamento dos meus pais, já idosos e começando a ter problemas de saúdes.

Tenho muitos outros medos. Mas cada medo vem atrelado a um sonho ou objetivo – não é uma fobia cega de ser picada por um bicho peçonhento, ou algo que eu não possa prevenir/combater.

Então quer saber? Não serei vencida.
Nem hoje, nem amanhã, nem nunca.
Muito menos por antecipação.

Ao contrário de buscar causas e motivos pra estar triste, vou buscar meios e objetivos para estar feliz.

A vida segue, eu sigo com ela e, se tiver de andar alguns quilômetros com lágrimas nos olhos, SO BE IT.

(e sim, esse blog é um descarrego mental, emocional, um lugar para eu refletir “em voz alta”. Escrevo conforme penso e, muitas vezes, ao terminar de escrever, a reflexão feita invalidou o post como um todo. Posto assim mesmo.)

Resistência

Categorias: Coisas da minha cabeça

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Postado por Lux em: 17-06-2015

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Resistência, aqui, é a força malígna que nos impede de ser quem somos realmente, de sermos livres, de criarmos e de evoluirmos. É o oposto de entusiasmo, que como já falei aqui*, significa algo como “Deus Interior”.

A etimologia de Resistência é, no entanto, mais curiosa. Esse link diz:

Vem do Latim RESISTENTIA, de RESISTERE, “ficar firme, aguentar”, formado por RE-, “para trás, contra”, mais SISTERE, “ficar firme, manter a posição”.

Achei curioso que o significado no latim, assim como no português, de certa forma desconsidera o prefixo RE-. Essa força contrária não deve ser diminuída. Resistir é ficar firme, mas não somente isso, é ficar firme contra algo. E quem disse que esse algo é implicitamente algo ruim? Resistir é parar. É não andar pra frente, não evoluir. É, de certa forma, andar para trás. 

Vou assumir, a partir de agora, que Resistência é, na verdade, o “Diabo Interior”.

Não há glamour ou mérito algum em ser forte, inteligente, etc., se você não usa sua força para lutar contra nada, para construir nada.

Também não podemos só buscar inspiração nos outros, na arte, no universo. Precisamos usar essa inspiração para fazer efetivamente coisas. Do contrário, é um desperdício. É um encantamento em forma de droga, de auto-indulgência.

No meu caso? Preciso focar em aprender mais. Em mesclar áreas e conhecimentos, em criar coisas.

Não que eu não faça isso. Mas não faço, nem de longe, o suficiente. Nem da forma certa.

Essa reflexão não surgiu do nada. Nos últimos dias, comecei a ler um livro chamado “A Guerra da Arte”. Acabei de terminar o primeiro terço do livro, que fala justamente da resistência – e como ela nos leva à estagnação, ao entorpecimento, à auto-enganação. Como nos distancia do nosso verdadeiro talento.

Não vou tentar transpor os conceitos do livro aqui, é curtinho e fácil de encontrar pra baixar na net, recomendo que leiam também. Ainda tenho dois terços pela frente, novas reflexões surgirão até lá. Novas reflexões surgirão também sobre o que já li. Meu objetivo com esse texto é colocar pra fora um pouco do que senti com alguns trechos do livro. É registrar o que senti, pra que eu possa acompanhar minha própria evolução. Em alguns pontos, tive vontade de chorar. Sim, porque é triste ver como nos enganamos, a troco de nada.

Se você tem sonho de produzir qualquer tipo de arte, ou tem um grande projeto (pessoal ou profissional) no qual deseja empreender, o livro é pra você.

Alguns destaques:

  • Resistência é algo que vem de dentro de nós, não do mundo ou dos outros
  • Sentimos mais medo, em uma empreitada, conforme esse projeto é mais relevante de fato pra nós (sentir muito medo, portanto, é bom: pode servir de bússula e expor para nós o que devemos efetivamente buscar na vida, o que efetivamente nos fará felizes)
  • Racionalizar demais é uma forma de resistência: mesmo quando os argumentos são válidos, eles só nos impedem de fazermos o que temos de fazer, o que queremos de fato fazer
  • Sentimos desespero quando nos imaginamos (ou estamos) de fato livres – sem um papel pré-determinado no ecossistema em que vivemos, no nosso grupo social. Isso é normal e natural.
  • Correr atrás dos próprios sonhos é, muitas vezes, seguir sozinho. Deal with it. O máximo que podemos fazer é nos tornar modelo ou inspiração para os outros, jamais devemos nos atrasar por eles
  • O oposto de amor não é o ódio, é a indiferença
  • Faça o que ama, o que te move profundamente, mas faça sem a expectativa de glória – isso é amador, egocêntrico e destrutivo

A conclusão é uma busca pessoal:

  • Quais meus sonhos?
  • Quais meus talentos?
  • Como encaixar ambos em um plano de vida, de médio e longo prazo?
  • Sabendo essas respostas, é preciso lutar todos os dias pra chegar lá

…continua em breve.

Músicas incoerentes

Categorias: Música

Postado por Lux em: 25-05-2015

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Em geral a melodia, o clima que a música cria, tem tudo a ver com o conteúdo da mesma. Adoro ler as letras. Só que, em alguns casos, o que a gente espera ver de letra não tem nada a ver com a realidade.

Vamos às músicas:

Evil’s Toy – Organics (Slowmotion Mix)
Expectativa: Alguma coisa sobre evolução / paixão pelo futuro (no feeling cyberpunk)
Realidade: Tráfico de órgãos
Clique aqui para ler a letra.

Wumpscut – Is It You
Expectativa: Uma música de amor
Realidade: Encontro com um morto
Clique aqui para ler a letra.

And One – Killing the Mercy
Expectativa: Encontros / desencontros em relacionamentos
Realidade: Fala mesmo de um fim de relacionamento, mas aludindo a uma execução
Clique aqui para ler a letra.

Tenho certeza que lembrarei de outras músicas depois. Atualizo conforme isso acontecer.

Orgasmo Feminino

Categorias: Coisas da minha cabeça

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Postado por Lux em: 08-05-2015

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Sem maiores explicações. Assistam o vídeo :)

Copo meio cheio, copo meio vazio

Categorias: Coisas da minha cabeça

Postado por Lux em: 28-04-2015

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A vida me ensinou que está tudo bem eventualmente ficar triste, estressada, mesmo quando não há motivo para tanto.

As vezes o copo está cheio de irrelevâncias e transborda por pouco. Daí melhor deixar derramar tudo logo e reciclar de vez. Esvaziar o bicho. Não precisamos ser fortes o tempo todo.

Só não podemos, enquanto isso, descontar nos outros, ou fazer corpo mole – o jeito é acordar cedo, arregaçar as mangas e resolver os nossos próprios problemas.

Work Work Work True Work

The Machineries of Joy – Die Krupps & Nitzer Ebb

Work, work, work, true work!
Pay, pay, pay, sweet pay!

Meine Muskeln sind Maschinen
Sehnen staehlern, Schweiss wie Oel
Schmutz und Dreck ist wahre Arbeit
Schmerz und Tadel wahrer Lohn.

Join the rhythm of machine
Feel the power while you learn
Join the rhythm of machine
Sweat and pain is all you earn

Lohn!
Arbeit!

Protected: Front 242 ao vivo em São Paulo

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Postado por Lux em: 25-04-2015

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Acho que está na hora de eu aprender mais uma lição

Categorias: Coisas da minha cabeça

Postado por Lux em: 24-04-2015

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# Bem-vindo(a) a mais um capítulo da novela mexicana que é a minha autoterapia: uma verdadeira masturbação mental que, como tal, termina sempre espalhando caca por todos os lados #

Aprender é um prazer enorme para mim. Luto para ouvir mais, observar mais, assimilar mais as experiências… Isso vale para tudo na vida – de como interagir com as pessoas, à questões culturais e científicas. Me coloco muito em um papel paciente, respeitador, compreensivo. Sempre tento ouvir mais do que falar (o que sempre foi difícil, como filhote de italiana nerd que sou). É como se eu escaneasse as pessoas e depois me perdesse num longo processo de OCR e GED.

Esse impulso é quase antropofágico, de achar que crescerei consumindo as pessoas, não de forma doentia ou malévola, tão pouco arrancando pedaços, mas assimilando as pessoas dentro de mim, mental, emocional e fisicamente. Mesmo que alguém perca um pedaço, é temporário – creio que todos são lagartixas e, ao perder o rabo, outro crescerá no lugar. Processo inofensivo onde eu cresço, você cresce, todo mundo fica bem. Único problema é que ultimamente tenho achado que as pessoas todas tem gosto de nada. Insípidas. Nem dá vontade de assimilar mais nada.

Mas… e aí? Tudo isso que eu aprendi na vida culmina em… mais aprendizado? Incharei a mente infinitamente, virarei um ET com cabeção master blaster the power, corpinho atrofiado por desuso, com boquinha fininha incapaz de dizer o que pensa? Só seres iguais a mim poderão se comunicar comigo? Ou virarei uma gigante incompatível com o resto do mundo e, lá de cima, seguirei observando o mundo?

Bah, que chatice. *** super boring ***

Bora colocar mais coisas em prática.

Sim, isso mesmo.

Sei que muitos que vão ler isso aqui, e que me conhecem, vão estranhar: “Mas você está sempre fazendo algo novo! Uma das pessoas que eu mais vejo inventando coisas, fazendo coisas, hobbies, etc etc etc”.

Estão certos. Em tudo que envolve somente eu mesma, ou seja, todas as ações solitárias, decisões solitárias, eu ajo antes de pensar. Esse impulso faz parte de mim e, claro, resulta em ações que, pra muitos, parecem malucas. Não há conflitos nem premissas. Sou livre, capaz de tudo. Não questiono.

Já quando envolve outra pessoa (sejam amigos, família, namorado – só ignoremos aqui pessoas do âmbito profissional, ok?), eu travo. Penso 1000x antes de agir, fico em loop tentando entrar na cabeça do outro e, por mais que muitas vezes eu até consiga, obviamente acabo gastando todo meu tempo, energia e oportunidade nesse processo. A troco de… Aprender os segredos do universo (e da pessoa)? De ter uma premonição do que seria perfeito naquele momento? De evitar uma rejeição ou um erro vergonhoso? Por medo? Por ser besta, creio eu. Isso mesmo, bestinha, do tipo nano, insignificante e passivo que vê a vida passar e depois ainda tenta justificar que isso aconteceu por um motivo nobre. Do tipo que acha bonito priorizar as vontades dos outros. Que espera que elas magicamente acabem convergindo (e frequentemente convergem, isso é um fato… mas que não serve como desculpa).

Minha lição – que espero consolidar nessa fase atual da vida – é ser com os outros quem eu sou comigo mesma.

# mantra #
agir antes de pensar
rir do resultado 

Parece simples, mas pra mim isso é um desafio. Uma virada de chave.

Olha que óbvio, quase um tapa na cara: sou feliz sozinha. Me completo. Sou livre. Me amo. Mas quando não estou sozinha, atrofio e perco um pouco da graça. Viro expectadora. Sempre fui assim, até que bem consciente disso: pessoas sem gracinha não instigam que eu mostre quem eu sou de verdade. Parece quase que um crime dar pérolas aos porcos (ego ego ego de 12m de altura, como diria a trupe do Neubauten). Então fico tão sem gracinha quanto elas e ainda assim, acho que ofusco um pouco. Agora vamos lá, mudar isso e distribuir meu glitter mental por cima das pessoas – sejam elas porcos ou deuses – e, claro, incomodá-las até que quebrem. Ou que me amem.