Post Aleatório . 07-06-2008

Eu acho que alguma coisa aconteceu…

Ou deixou de acontecer. E aí, a fila anda? É um loop infinito? Cansei. Share this:EmailFacebookGoogleTwitter

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#LuluxNaTerapia – a parte triste

Categorias: Terapia

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Postado por Lux em: 21-08-2015

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Tenho postado coisas engraçadinhas sobre a minha terapia, no Facebook, com a hashtag do título. Acho bacana compartilhar com pessoas do meu círculo social – próximo ou não – as trapalhadas desse processo de análise. É, no mínimo, cultura geral.

Agora, estou me debatendo com uma parte ruim do tratamento – parece que novamente estou tendo efeito colateral de um remédio e, possivelmente, precisarei trocá-lo.

Estou muito triste, irritada, sem paciência, só por esse fato. Não quero falar com ninguém. Whatsapp, Facebook Messenger, Hangouts, Telegram… Tudo sem resposta há dias. Está f***.

Quem notou o efeito colateral nem fui eu – meu analista perguntou se eu tinha dormido bem, se me sentia bem… Como isso tudo estava ok, ele abriu o motivo: meus pensamentos estão muito acelerados, estou passando de um assunto para o outro sem concluir o anterior. Não é nem recomendado tomar decisões importantes nesse estado.

Pra piorar, ontem tive uma noite terrivelmente mal dormida, com insônia crônica (mesmo tomando a porcaria do diazepam).

…E lá vou eu ver se é só uma fase de adaptação à nova dose de venlafaxina, ou se é um efeito colateral com o qual terei de lidar / trocar o remédio. Que droga. Primeira vez nesse processo que fiquei assim, sentindo que algo não é uma evolução. Só quarta terei consulta com o psiquiatra, até lá estou comunicando ele dos efeitos via Whatsapp, e vendo o que fazemos.

Enfim, chateada.

Posologia do renascimento

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Postado por Lux em: 12-08-2015

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Se você só me lê aqui, não sabe que mês passado eu quebrei – a ponto de quase, muito quase mesmo pular de uma ponte. Ou algo mais sofisticado que isso, porém não menos mortal. Só mais limpo.

Não vou entrar em detalhes agora. Resumo aos pontos principais:

  • Acabei hospitalizada
  • Precisei ser “desligada” via remédios pra não me matar
  • Estou sendo tratada seriamente por psiquiatra e psicoanalista
  • Estou melhor e há a promessa de não ficarem seqüelas

Esse post é mais pra falar um pouco dos remédios. Sempre tive um enorme preconceito com tudo que mexe com sistema nervoso central – tenho uma mãe com epilepsia, que toma fenobarbital (o famoso Gardenal) desde sempre, e que entendo que hoje tem problemas cognitivos por causa disso. Nunca usei drogas por receio de danificar meu SNC. Mas enfim, em uma crise, que outra alternativa você tem?

Vamos lá, resumo do resumo:

  • Rivotril – clonazepam (você me salvou, mas te odeio!)
    • Na dose que foi receitada inicialmente, no pronto socorro (0,5mg), só conseguiu gerar mais desespero. Não me apagou e intensificou a crise.
    • Nas doses corretas, me sedou e apagou completamente, tendo sido o “milagre” que eu diria que salvou a minha vida. Isso variou de 2mg a 4mg
    • Quando comecei a recobrar a lucidez, comecei a odiar também o rivotril – ele te seda de um jeito que é impossível viver. Assim, ele foi trocado por:
  • Valium – diazepam (sinto que não faz efeito nenhum, mas sei que faz)
    • Assim como o Rivotril, muita gente toma Valium pra puro entretenimento. Eu não sinto nada quando tomo. Não relaxo. Não sinto sono. Não sinto nada.
    • Diz o psiquiatra que se eu não sinto nada, é porque ainda preciso muito do remédio. Se desse alguma sensação extra de relaxamento, algum barato, é porque ele estava me deixando acima “do zero”.
    • Estou tomando de 10mg a 20mg, conforme a fase e a qualidade de sono. Agora tentando manter em 10mg, pra em breve começar a reduzir.
    • Amei a troca do Rivotril pro Valium simplesmente porque me senti alforriada – Rivotril é amarras, sedação. Valium trouxe liberdade. Mas só. Agora eu acordo de noite. Toda noite.
  • Lexapro/Espran – Escitalopram (deu certo mas trouxe efeitos colaterais)
    • Esse foi o primeiro antidepressivo receitado. Mexe somente com a serotonina, e estava funcionando muito bem.
    • Foi trocado porque me falta pique, e porque tive um efeito colateral de visão borrada, resultando em dores de cabeça terríveis.
    • Estava tomando 10mg, a ponto de aumentar a dose (porque é o que se faz com antidepressivos, aumenta conforme o tempo)
  • Venlift OD – Venlafaxina (por enquanto, só alegria)
    • Esse foi o antidepressivo que substituiu o Escitalopram. Faz o mesmo com a serotonina, porém também com um pouco de adrenalina. Teoricamente, dá mais pique.
    • Estou há uma semana nele e, tirando uma noite terrível de insônia, não tive efeitos colaterais. Seguiremos com ele aumentando a dose, pra ver no que dá.
    • Até então tenho me sentido melhor, com mais energia. Ainda com muito pouca energia, mas mais.
    • Estou tomando 75mg e, a partir de amanha, 112,5mg. Em breve, subirei pra 150mg.
  • Carbonato de lítio (u-hu, amei, fez toda a diferença)
    • Esse é um remédio clássico “para loucos e bipolares”, receitado há mais de 100 anos. Ainda não se sabe bem como funciona, mas fato é que funciona.
    • Ele corta os pensamentos extremos, como pensamentos suicidas e manias, e protege o sistema nervoso central de uma forma geral
    • Tomo a menor dose possivel – 300mg – e achei a maior maravilha do mundo. No primeiro dia que tomei, já me senti livre dos pensamentos terríveis. Recomendo fortemente pra quem está passando por isso.

Diz meu médico que eu já passei as duas primeiras etapas mais importantes do tratamento. Estou fora de risco.

A ideia é continuar com os remédios pra dormir (os dois primeiros, tarja preta) por mais 1 ou 2 meses, no máximo, e com os antidepressivos por de 6 meses a 1 ano. E daí, teoricamente, estarei CURADA e não precisarei tomar mais nada, nem de nenhum tipo de acompanhamento psiquiátrico. Isso tudo, claro, se eu continuar com o tratamento de psicoterapia (que estou fazendo intensivamente).

Bola pra frente.